21
Jun 11
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Jun 11

A arte de bem negociar o seguro automóvel

Se não muda de companhia há três anos ou mais, está na altura de sondar a concorrência.

Nuno Gonçalves, de 41 anos, e Fernando Sá, de 51, têm duas características em comum: mantêm o seguro do carro na mesma companhia há oito e três anos, respectivamente, e ambos estão a perder dinheiro. São clientes fiéis, não por lealdade cega à seguradora, que nunca os deixou ficar mal, ou medo de arriscar o incerto, mas por falta de tempo para procurar alternativas mais baratas.

A equipa da Dinheiro & Direitos (D&D) deu-lhes uma ajuda. Os especialistas da revista simularam quanto pagariam com as Escolhas Acertadas, para o pacote de coberturas que têm hoje, e descobriram que podem reduzir bastante a anuidade: 300 euros, no caso do Nuno (seguro obrigatório e danos próprios), e 40 euros, no do Fernando (só obrigatório).

Se não está convencido, faça você mesmo o teste. O estudo da Deco a 192 preços revela que um condutor experiente pode economizar até 1.088 euros por ano na companhia certa, face à média de mercado. No caso dos jovens, a diferença é mais significativa: 1.207 euros anuais.

Qualidade das apólices pesa
Com uma boa apólice pode não poupar muito dinheiro, mas evita algumas dores de cabeça. Se vai contratar só o seguro de responsabilidade civil, não tem de preocupar-se pois é igual em todas as companhias. Pelo contrário, a qualidade do seguro facultativo varia. Para ajudar na selecção, foram analisada as apólices das 11 companhias que participaram no estudo com base num conjunto de critérios que os especialistas da Dinheiro & Direitos consideraram essenciais. Algumas, apesar de muito boas, são caras. Ao optar pelas Escolhas Acertadas tem duas vantagens garantidas: anuidades baixas e apólices de boa qualidade.

Comecemos pelo pior dos cenários. Caso tenha de declarar um acidente pelo qual é responsável, como é que a seguradora ajusta o prémio? As percentagens de agravamento divergem, bem como as coberturas que influenciam o sistema de ‘bónus-malus'. A Liberty e a Ocidental destacam-se pela positiva neste critério: se o cliente participar sinistros enquadráveis nas coberturas de responsabilidade civil, choque, colisão e capotamento ou incêndio, raio e explosão, só aumentam o prémio da cobertura activada. Já a Mapfre e a Açoreana agravam-no por sinistros que não dependem da intervenção do segurado, como o roubo do carro. Por falar em roubo ou furto, esta cobertura é idêntica em todas as seguradoras. A diferença está no tempo que demoram a pagar a indemnização. A maioria fá-lo até 60 dias depois de participar o desaparecimento do carro. A Liberty e a Generali reduzem este prazo para 40 e 15 dias, respectivamente. Relativamente às franquias, a Mapfre é a seguradora mais "generosa" nos descontos. Além disso, só aplica a franquia à cobertura de choque, colisão e capotamento, com um valor mínimo de 250 euros.

A apólice da Liberty oferece uma boa assistência em viagem. Esta cobertura paga despesas médicas por doença ou acidente em qualquer parte do mundo, mesmo que viaje sem carro. Paga também o reboque, a estada dos ocupantes e um carro de substituição se o seu avariar num país da União Europeia, Marrocos ou Tunísia. Em Portugal, a maioria dá assistência se tiver um furo, falta de combustível ou perder as chaves.


Menos 1.207 euros para jovens
Seguro Directo, OK! Teleseguros e protocolo da Deco lideram lista de Escolhas Acertadas.

A "inexperiência" paga-se cara no seguro automóvel. Para as companhias, ter menos de 25 anos é um factor de risco agravado, mesmo que já tenha carta desde os 18. A falta de traquejo na estrada custa aos jovens titulares entre 40 e 100% mais do que aos condutores com provas dadas. São, por isso, o segmento que mais beneficia com uma escolha certeira da seguradora.

Foram pedidos os preços para um jovem de 19 anos e carta há um ano, de Lisboa, sem acidentes nem bonificação (ou seja, primeiro contrato).

Conclusão: se conduz carros novos, a Escolha Acertada é a Seguro Directo. Esta cobra 1.331 euros (Renault) e 1.666 euros (Audi) por ano pelo pacote alargado, ou seja, menos 1.088 euros e 1.207 euros do que a média das seguradoras. Para carros com cinco anos de idade, o protocolo que a Deco negociou com a OK! teleseguros é a opção mais barata. Cobra 1.271 euros (Renault) e 1.903 euros (Audi) por ano, o que representa uma poupança de 790 euros e 848 euros face à média das companhias do estudo.

Para evitar o agravamento no prémio, é frequente os pais contratarem o seguro em nome próprio, declarando-se condutores habituais. A Deco 
não o recomenda: em caso de sinistro, a seguradora pode negar a indemnização ou aplicar franquias superiores.


O que faz variar a anuidade

São vários os factores que fazem variar o prémio do seguro. Mas uma parte do que o cliente paga são custos administrativos e taxas que revertem para o Estado ou outros organismos.

1 - Características do veículo
O custo da responsabilidade civil depende do tipo de veículo (ligeiro de passageiros ou de mercadorias) e da utilização (particular ou profissional), da cilindrada e do combustível usado.

2 - Capital seguro
No seguro de danos próprios, o prémio baseia-se ainda no valor comercial do veículo, que diminui ao longo dos anos e varia consoante a tabela de desvalorização da seguradora.

3 - Idade e sexo do condutor
Condutores com menos de 25 anos e carta há menos de dois são penalizados. Algumas companhias fazem descontos para mulheres, mas esta prática deverá terminar em 2012.

4 - Zona de residência
As tarifas são mais elevadas em cidades com mais sinistralidade, como Lisboa e Porto. As zonas e o risco variam consoante as companhias.

5 - Parqueamento
O local onde o carro pernoita também entra nas contas: parqueamento na rua tem mais custos do que na garagem.

fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 23:40 | comentar | favorito
14
Jun 11
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Jun 11

Seguro automóvel. Escolha a melhor oferta e poupe alguns trocos

É possível economizar mais de mil euros se escolher a seguradora certa. Esse valor poderá ser superior no caso dos mais novos.

 

Quer economizar até mil euros por ano num seguro automóvel? Pois bem, é possível. A Associação de Defesa do Consumidor (Deco) analisou várias ofertas e chegou à conclusão que é possível economizar até mil euros por ano na companhia certa face à média do mercado. Essa poupança poderá atingir os 1200 euros anuais no caso dos mais novos. A diferença foi obtida da análise de 192 preços. 

A verdade é que escolher um seguro automóvel nem sempre é uma tarefa fácil tendo em conta o número de seguradoras que actuam no mercado nacional. A oferta é alargada e o desafio é saber escolher o produto que mais se adequa às suas necessidades e à sua carteira. Uma questão que ganha maior relevo considerando que o orçamento familiar dos portugueses é cada vez mais apertado com a implementação de novas medidas de austeridade, com o congelamento dos salários e com o agravamento de impostos. A verdade é que a opinião é unânime junto das seguradoras: os prémios já subiram e vão continuar a aumentar. Não só devido à crise económica como também aos elevados níveis de sinistralidade. 

Mas antes de começar a analisar os produtos terá de definir primeiro a modalidade que prefere - seguro obrigatório ou de danos próprios - e ter em conta alguns critérios que condicionam o preço. Além do modelo, do ano e da cilindrada do carro, há também que ter em conta a idade do condutor, os anos de carta e a localidade onde vive. Se vive na cidade então prepare-se para pagar mais, já que a seguradora entende que o nível de risco é mais elevado (ver caixa ao lado). 

Se pretende contratar só o seguro de responsabilidade civil, "não tem de se preocupar, pois é igual em todas as companhias. Pelo contrário, a qualidade do seguro facultativo varia", revela a Deco (ver tabela). 

Segundo a associação, se os clientes não mudam de seguro há mais de três anos então está na altura de sondar a concorrência. "Neste caso, e tal como já acontece nos créditos bancários e nos pacotes de telecomunicações, o consumidor conquistou o poder de negociar quanto paga". 

i fez uma ronda pelo mercado e deixa aqui alguns conselhos de forma a escolher o melhor produto. Analisámos as ofertas das seguradoras com maior quota de mercado - Caixa Seguros (inclui a Fidelidade Mundial e a Império Bonança, que juntas têm cerca de 25% da quota) e a Axa - segundo os últimos dados da Associação Portuguesa de Seguradoras (APS).

Oferta variada A Caixa Seguros comercializa o Liber 3G na rede Fidelidade Mundial e o AU-TO-IB na Império Bonança. Apesar da diferenciação na marca, a oferta é idêntica. "Trata-se de uma oferta flexível com soluções de protecção adequadas a vários perfis de cliente e com características inovadoras", revela. 

Devido à actual situação económica, a Caixa Seguros acredita que vamos assistir "a uma alteração de hábitos de utilização dos veículos por alguns consumidores, o que vai também exigir alguma diversificação da oferta e um maior foco na inovação". A pensar nisso, a seguradora do grupo Caixa Geral de Depósitos promete "fazer um acompanhamento contínuo do mercado para identificar necessidades de melhoria do nosso produto, com o objectivo de o tornar mais atractivo para o consumidor, até face às evoluções decorrentes do parque automóvel". 

Com ou sem crise, a verdade é que os consumidores continuam a dar preferência aos seguros de danos próprios. Tanto a Fidelidade como a Tranquilidade admitem que o seguro automóvel é uma das primeiras despesas a ser revistas pelos consumidores com o objectivo de reduzir os gastos mensais. Apesar desta tendência, as seguradoras revelam que, ao contrário do que era previsível, "há clientes que neste actual contexto económico parecem valorizar mais as coberturas de danos próprios. Querem sentir que têm um seguro que, mais do que garantir os danos ao veículo em caso de acidente, lhe retira a pressão orçamental decorrente de um azar, quando já têm tantas outras despesas com que se preocupar". 

Já a AXA Portugal disponibiliza quatro pacotes, correspondentes a quatro níveis de protecção, que se diferenciam pelas motivações de compra e, por sua vez, pelo binómio preço/cobertura, revela a directora de oferta e segmentos estratégicos, Alexandra Catalão. No entanto, a responsável admite que em "tempos de crise, quando o rendimento disponível das famílias se reduz, existem clientes que se vêem obrigados a prescindir de um seguro que lhes ofereça uma maior protecção e, por outro lado, existem clientes que querendo reforçar os seus níveis de poupança estão disponíveis para os seguros com um nível de protecção intermédio. Neste enquadramento e num contexto de crise, diria que existem mais clientes disponíveis à compra de um seguro automóvel que é apenas obrigatório por lei". Para fazer face ao actual contexto económico, a seguradora prepara-se para lançar uma nova opção. Segundo Alexandra Catalão, esta nova alternativa "irá estar direccionada para um perfil de clientes específico e assumirá um binómio preço/coberturas mais atractivo".

fonte:http://www.ionline.pt/c

publicado por adm às 22:58 | comentar | favorito
13
Jun 11
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Jun 11

Moda low cost chega às seguradoras, Seguros low cost

Começaram a surgir seguros associados a marcas. O Continente é um dos casos

 

A moda das seguradoras low cost veio para ficar. Se até aqui o que ditava o preço do seguro eram os anos de carta e os acidentes, as regras mudaram com a proliferação das companhias de baixo custo. A estratégia agressiva imposta por estas novas seguradoras provocou uma descida generalizada dos preços, mesmo entre as companhias tradicionais. Conclusão: a maioria viu-se obrigada a acompanhar esta redução de preços e a lançar promoções mais agressivas para manter e ganhar novos clientes. 

A Seguro Directo e a Ok teleseguros! foram as primeiras a surgir no mercado, há mais de dez anos, e já apresentam algum peso no negócio total do sector. A Seguro Directo reconhece que existe uma crescente procura das seguradoras low cost, "nem que seja para a consulta e a comparação de preços", revela a directora coordenadora Sandra Moás. A responsável diz ainda que estas seguradoras "têm contribuído para o dinamismo e para a diversificação do mercado, uma vez que incitam a revisões tarifárias para se conseguir preços competitivos". Aliás, no entender da mesma, o consumidor procura o melhor equilíbrio no binómio preço/confiança. Uma opinião partilhada pela OK! teleseguros. A seguradora tem vindo a diversificar a sua oferta - através do lançamento de produtos adaptados a diferentes necessidades e segmentos, de que são exemplos os produtos OK! Mulher, OK! Família, OK! GPS - mas reconhece que ainda há mercado para crescer. "O peso das seguradoras focadas na exploração dos canais directos tem vindo progressivamente a aumentar, contudo, existe ainda um longo caminho a percorrer, dado os valores já atingidos em outros mercados europeus, pelo que subsiste ainda um grande terreno a explorar por todas as seguradoras", afirma o director de marketing, Sérgio Carvalho . Mas este conceito low cost foi-se alargando nos últimos anos e assistimos ao aparecimento de novas seguradoras. É o caso da Logo. Terminou 2010 com 20 milhões de euros em prémios e 115 mil clientes e acredita que a tendência é para continuar a crescer. Segundo a mesma, os consumidores vão continuar a "procurar produtos e serviços onde possam poupar, com ganhos de conveniência e acessibilidade, através das novas plataformas electrónicas". A fórmula é simples: "Garantir as mesmas coberturas, o mesmo nível de protecção contra os riscos, com a mesma qualidade, ou até superior", salienta o director-geral, José Pedro Inácio. 

É também frequente assistirmos ao aparecimento de oferta de seguros "a preços baixos" associados a marcas já existentes. É o caso dos seguros Continente ou do Benfica.

fonte:http://www.ionline.pt/

publicado por adm às 11:33 | comentar | favorito