Portugueses fazem 30 reclamações por dia sobre seguros
Números do Instituto de Seguros de Portugal mostram que as queixas aumentaram 28% no primeiro semestre.
Os portugueses estão a apresentar mais reclamações relacionadas com seguros. Os números do Instituto de Seguros de Portugal (ISP), revelados esta semana, mostram que nos primeiros seis meses do ano o organismo liderado por Fernando Nogueira recebeu 5.298 reclamações. Um valor que dá uma média de quase 30 queixas apresentadas por dia. Os números representam ainda um aumento de 28,4%, face às reclamações registadas no mesmo período do ano passado.
No entanto, fonte do ISP explicou ao Diário Económico que tal aumento não se deveu ao facto das seguradoras estarem a dar mais motivos aos seus clientes para reclamarem, mas antes pelo facto de haver hoje uma maior multiplicidade de canais que os consumidores podem usar para apresentar uma reclamação. Ou seja, segundo o ISP hoje é muito mais fácil apresentar uma queixa. "Há uma cultura de maior transparência no sector segurador que tem vindo a ser implementada sobretudo nos últimos dois anos. Recordo, por exemplo, que desde 2009 todas as seguradoras são obrigadas a ter um gestor de reclamações que centraliza todas as queixas e tenta corrigir as eventuais práticas menos positivas que a seguradora tenha em curso", adiantou fonte do ISP.
Mas há outros dados que saltam à vista. Mais uma vez, são os problemas relacionados com o seguro automóvel aqueles que suscitam o maior número de queixas. Mais de metade das reclamações que o ISP recebeu (54%) estão relacionadas com este sector. "Dentro do seguro automóvel há assuntos que suscitam mais queixas por parte dos consumidores. É o caso da determinação da responsabilidade de um sinistro e dos montantes a atribuir nas indemnizações em caso de sinistro", refere fonte do ISP.
Além dos seguros automóvel, as apólices de incêndio e outros danos também são um dos alvos preferidos das queixas dos consumidores- representam 14% do total de reclamações recepcionadas pelo ISP.
São poucos os segmentos onde se nota uma diminuição do número de reclamações dos portugueses. É o caso das queixas com seguros de saúde (caíram quase 13% face aos valores registados nos primeiros seis meses de 2010) e das apólices de assistência que viram o número de reclamações recuar 16,7% na primeira metade do ano.
Os números mostram ainda que reclamar compensa. Segundo a síntese intercalar de "actividades de regulação e supervisão da conduta do mercado" do ISP mais de 47% dos casos reclamados tiveram um desfecho favorável para o consumidor. Ou seja, em quase metade das situações, o ISP deu razão ao consumidor.
fonte:http://economico.sapo.pt/

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