25
Set 11
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Portugueses fazem 30 reclamações por dia sobre seguros

Números do Instituto de Seguros de Portugal mostram que as queixas aumentaram 28% no primeiro semestre.

Os portugueses estão a apresentar mais reclamações relacionadas com seguros. Os números do Instituto de Seguros de Portugal (ISP), revelados esta semana, mostram que nos primeiros seis meses do ano o organismo liderado por Fernando Nogueira recebeu 5.298 reclamações. Um valor que dá uma média de quase 30 queixas apresentadas por dia. Os números representam ainda um aumento de 28,4%, face às reclamações registadas no mesmo período do ano passado.

No entanto, fonte do ISP explicou ao Diário Económico que tal aumento não se deveu ao facto das seguradoras estarem a dar mais motivos aos seus clientes para reclamarem, mas antes pelo facto de haver hoje uma maior multiplicidade de canais que os consumidores podem usar para apresentar uma reclamação. Ou seja, segundo o ISP hoje é muito mais fácil apresentar uma queixa. "Há uma cultura de maior transparência no sector segurador que tem vindo a ser implementada sobretudo nos últimos dois anos. Recordo, por exemplo, que desde 2009 todas as seguradoras são obrigadas a ter um gestor de reclamações que centraliza todas as queixas e tenta corrigir as eventuais práticas menos positivas que a seguradora tenha em curso", adiantou fonte do ISP.

Mas há outros dados que saltam à vista. Mais uma vez, são os problemas relacionados com o seguro automóvel aqueles que suscitam o maior número de queixas. Mais de metade das reclamações que o ISP recebeu (54%) estão relacionadas com este sector. "Dentro do seguro automóvel há assuntos que suscitam mais queixas por parte dos consumidores. É o caso da determinação da responsabilidade de um sinistro e dos montantes a atribuir nas indemnizações em caso de sinistro", refere fonte do ISP.

Além dos seguros automóvel, as apólices de incêndio e outros danos também são um dos alvos preferidos das queixas dos consumidores- representam 14% do total de reclamações recepcionadas pelo ISP.

São poucos os segmentos onde se nota uma diminuição do número de reclamações dos portugueses. É o caso das queixas com seguros de saúde (caíram quase 13% face aos valores registados nos primeiros seis meses de 2010) e das apólices de assistência que viram o número de reclamações recuar 16,7% na primeira metade do ano.

Os números mostram ainda que reclamar compensa. Segundo a síntese intercalar de "actividades de regulação e supervisão da conduta do mercado" do ISP mais de 47% dos casos reclamados tiveram um desfecho favorável para o consumidor. Ou seja, em quase metade das situações, o ISP deu razão ao consumidor.

fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 22:55 | comentar | favorito
20
Set 11
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Set 11

Seguros: reclamações disparam quase 30%

Os clientes das seguradoras estão cada vez mais insatisfeitos. As reclamações dispararam quase 30% só nos primeiros seis meses deste ano. 

«O aumento do número de reclamações registado neste primeiro semestre do ano não deverá ser interpretado como sinal de degradação da qualidade do serviço prestado pelos operadores, antes, poderá encontrar justificação na multiplicidade de meios que o consumidor de seguros encontra hoje ao seu dispor para apresentar uma exposição, bem como na utilidade que reconhece aos mesmos», divulgou esta segunda-feira o Instituto de Seguros de Portugal (ISP), citado pela Lusa.

Segundo Fernando Nogueira, líder do ISP, foram registadas 5.298 reclamações durante os primeiros seis meses de 2011, o que levou a um aumento de 28,4 por cento em relação ao mesmo período de 2010, sendo que em quase metade dos casos a razão foi dada aos clientes.

«A subida do número de reclamações também está ligada à criação obrigatória por todos os operadores da figura do gestor de reclamações e do Provedor do Cliente», acrescentou o líder da entidade seguradora.

Os ramos Não Vida (84,4% dos casos), com destaque para o seguro automóvel e para o seguro de incêndio, foram os mais afectados, com a maior parte das reclamações.

No que respeita às matérias objecto de reclamação, 67,7% das reclamações ocorreram no quadro da gestão de um sinistro. «Em 47,3% dos processos de reclamação apresentados, as pretensões dos reclamantes foram satisfeitas», revelou o ISP.

Na área da actividade de supervisão, o Instituto de Seguros de Portugal levou a cabo 522 acções de supervisão entre os meses de Janeiro e Junho deste ano, o que conduziu ao cancelamento de .381 registos de mediadores de seguros, tendo sido suspensos 963.

As irregularidades identificadas no primeiro semestre pelo ISP levaram à emissão de 133 recomendações e 152 determinações específicas.

As sanções aplicadas e transitadas em julgado totalizaram 45 casos, com destaque para as coimas aplicadas em sede de processos na área da mediação de seguros e da regularização de sinistros do ramo automóvel, no valor de 51.500 euros e de 27.000 euros, respectivamente.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 00:16 | comentar | favorito
16
Set 11
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Set 11

Como segurar o seu ordenado

Os bancos portugueses estão a oferecer aos clientes formas para assegurar parte do vencimento, caso o azar bata à porta numa altura em que o desemprego se encontra em níveis historicamente elevados. Saiba quanto tem de pagar e quais são as carecterísticas destes seguros.
Com a chegada do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Abril deste ano, os portugueses têm sido confrontados com a necessidade de "apertar o cinto". Mas, pior do que isso, muitos ficaram ou estão em risco de ficar desempregados. Não há uma fórmula ideal para antecipar esta situação, mas há opções para amenizar as dificuldades que o desemprego pode significar para a sua vida. Saiba como pode proteger o seu ordenado. 

No final de Agosto, o Eurostat anunciou que a taxa de desemprego, em Portugal, no mês de Julho, se situou nos 12,3%. Apesar de ter recuado pelo segundo mês consecutivo, a taxa de desemprego portuguesa é a oitava mais elevada entre os países da União Europeia. E, de acordo com os cálculos do Governo e também das principais instituições internacionais, a taxa de desemprego deverá acentuar-se e quebrar a fasquia de 13%. 

As consequências recessivas que estão associadas às medidas de austeridade contempladas no acordo com a troika são frequentemente apontadas como as principais responsáveis pelas dificuldades do mercado de trabalho nacional. Deste modo, e tendo em conta que nada pode fazer para evitar uma situação de desemprego, pode acautelar essa situação. 

No sistema financeiro nacional estão já a ser disponibilizados seguros que contemplam situações de desemprego involuntário e também de incapacidade para trabalhar. Ou seja, caso subscreva um destes produtos, pode beneficiar, durante um determinado período de tempo, de um complemento à Segurança Social nestas situações. 

Uma das ofertas é apresentada pelo Santander Totta. Trata-se do Plano Protecção Ordenado. Neste caso, terá de pagar um montante de sete euros por mês, para posteriormente receber 25% do seu salário líquido, caso seja afectado por uma situação de desemprego ou de incapacidade absoluta para trabalhar, por um período máximo de doze meses. O valor do reembolso apresenta, contudo, um limite máximo de 625 euros, por mês. 

O prazo do seguro é de cinco anos, sendo automática e sucessivamente renovado por períodos de um ano. Uma condição necessária para subscrever este seguro é ter o vencimento domiciliado no Santander Totta. Para além de desemprego e incapacidade, é também contemplada uma cobertura para o caso de morte. 

Também o BES apresenta na sua oferta um produto com este fim. No entanto, neste caso, pode encontrar três versões de seguro protecção salário, consoante seja trabalhador por conta própria ou por conta de outrem. Relativamente à versão "standard", destinado a trabalhadores por conta de outrem, o valor a pagar mensalmente é calculado pelo banco, numa equação na qual é incluído o valor do vencimento e outros factores. Segundo a simulação facultada pela linha telefónica do BES, para um ordenado mensal de mil euros, o valor do prémio mensal é de 8,5 euros. 

Neste caso, o prazo do seguro é de um ano, sendo renovável por iguais períodos. Caso o azar lhe bata à porta, por motivo de desemprego ou incapacidade para trabalhar, receberá 35% da remuneração líquida mensal que é domiciliada na instituição, com um máximo de 500 euros por mês, durante seis meses. Outra das características diz respeito a uma protecção adicional às despesas que são domiciliadas no banco. 

Há situações impossíveis de prever, mas cujos os efeitos negativos podem ser mitigados. O desemprego ou incapacidade para trabalhar são algumas delas. Contudo, informe-se adequadamente das condições do produto antes de o subscrever. 




Em Julho, a taxa de desemprego em Portugal situou-se nos 12,3%, acima dos 12,1% relativos ao mesmo mês do ano passado. Contudo, este indicador sofreu uma queda face aos 12,5% que tinha fixado no mês anterior. A taxa de desemprego nacional recuou, em Julho, pelo segundo mês consecutivo. 






Soluções para proteger o seu salário em caso de desemprego ou incapacidade para trabalhar 

O Santander e o Banco Espírito Santo (BES) disponibilizam seguros para proteger o vencimento dos clientes. No primeiro caso, verifica-se uma solução única, enquanto o BES oferece três produtos diferentes de acordo com as características do cliente e as coberturas abrangidas. Conheça as principais características destes produtos.




Os produtos de protecção do seu ordenado, em caso de desemprego ou incapacidade temporária para trabalhar, apresentam características semelhantes em alguns aspectos. Em ambos os casos, o cliente deve ter o vencimento domiciliado na instituição em causa e idade compreendida entre os 18 e os 65 anos. O produto do Santander apresenta as mesmas condições para todos os clientes. Contudo, o BES disponibiliza três tipos de produtos, neste âmbito: salário standard, salário maxi, conta própria. Os dois primeiros destinam-se a trabalhadores por conta de outrem, enquanto o último abrange clientes que trabalhem por conta própria e cuja cobertura inclui incapacidade temporária absoluta para trabalhar e hospitalização. Se optar por subscrever um destes produtos, informe-se das suas características específicas.
fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/
publicado por adm às 23:35 | comentar | favorito