Seguradoras com oferta integrada para empresas
Empresas evitam cortar em seguros destinados aos seus colaboradores.
Os colaboradores são os activos mais importantes das empresas e por isso tem sido comum a crescente procura por soluções de seguros especificamente desenhadas para as empresas. Conscientes disso, as seguradoras têm ofertas específicas nesta área e equipas especializadas no contacto com estes clientes tão importantes.
A Tranquilidade, por exemplo, desenvolveu "um leque de soluções bastante completo e competitivo e que abrangem desde soluções para seguros ‘obrigatórios', passando pelos seguros patrimoniais, até aos seguros de saúde e vida, na área dos benefícios para colaboradores", diz Peter Brito e Cunha, CEO, que afirma destaca as "vantagens diferenciadoras para clientes de sectores de actividade específicos, que consideramos estratégicos, tais como a indústria exportadora, os serviços, o comércio, o turismo e a agricultura".
Pedro Esperto, director de marketing da Ocidental, garante que a seguradora tem "soluções específicas para empresas que agregam respostas globais a diferentes necessidades de protecção. O Protecção Negócio é o exemplo de uma solução que agrega um conjunto abrangente de coberturas para riscos associados a danos no património ou a prejuízos no âmbito da Responsabilidade Civil", diz.
Na Zurich, os sectores de actividade empresarial são mercados alvo. António Bico, administrador, frisa que "numa só solução, os empresários conseguem segurar pessoas, bens e cobrir potenciais riscos do seu negócio".
Na VICTORIA, existem soluções no âmbito dos Planos Privados de Benefícios "que se adaptam a cada tipo de empresa.
A AXA está muito focada no tecido empresarial e, em particular as PME, que considera "um segmento estratégico", diz Paulo Bracions, membro do conselho executivo. Para estes clientes, a AXA tem "uma oferta global de produtos e serviços cuja finalidade é garantir uma maior protecção e um crescimento com sustentabilidade". Destes, Paulo Bracons destaca um plano multirriscos que conta agora com a nova opção ‘Proteção Jurídica Mais', que se traduz na disponibilização do apoio jurídico necessário à reclamação de facturas em atraso, junto dos seus clientes; o apoio na detecção e prevenção de riscos através do site ‘Proteção PME', bem como outras acções de prevenção e análise de risco".
Também a MDS, empresa do Grupo Sonae, tem apostado nesta área. Ricardo Pinto dos Santos, Country Manager Portugal, diz sentir "uma forte procura das empresas em reduzir a sua factura com os seguros. A palavra de ordem tem sido cortar". No entanto, diz ainda, "onde as empresas mais evitam cortar é nos seguros relacionados com as pessoas, nomeadamente saúde e acidentes pessoais. Sente-se uma grande preocupação pelo não agravamento da situação pessoal dos colaboradores e na procura, pelo menos dentro da empresa, de uma estabilidade a quem nela trabalha".
A resseguradora AON, por seu turno, aposta nos produtos que minimizem o risco empresarial." Tivemos recentemente alguns eventos, de origem natural e outros causados pelo homem, que colocaram fortemente à prova a estratégias de gestão de risco das organizações. Temas como os planos de contingência, riscos associados a planos de pensões, riscos cibernéticos, risco ambiental, disrupção da cadeia logistica, risco reputacional e risco politico, fazem hoje parte do léxico das organizações e das preocupações, não só dos gestores de risco mas fundamentalmente dos Conselhos de Administração das Organizações", afirma Pedro Penalva, director geral da AON Portugal.
Além das questões relacionadas com o risco, a AON tem vindo a apostar em produtos direccionados às empresas que querem exportar e a internacionalizar-se. "Uma operação no exterior que não tenha acautelado todos os riscos a que está exposto poderá por em causa a reputação da marca, vulnerabilizar o balanço e em ultima análise conduzir à insolvência da organização.
O nosso primeiro papel é aconselhar o cliente, o facto de termos equipas em 120 países com as quais trabalhamos de forma muito próxima, ajudam numa primeira fase o cliente a estabelecer uma estratégia alinhada com a economia local, e a escolher os produtos indicados para que a exposição a risco num mercado desconhecido seja uma ferramenta que jogue a seu favor e nunca contra", afirma o responsável. Todos os anos, a Aon lança um mapa de risco político e o mapa de terrorismo para as empresas conhecerem melhor os países para onde querem ir.
Nota: Artigo publicado no suplemento de Seguros publicado na edição impressa do Diário Económico de 16 de Maio
