Lucro da Fidelidade Seguros sobe 5% até setembro

Menos carros a circular e consequente menor exposição ao risco levaram a redução dos acidentes

O lucro da Fidelidade Seguros, que pertence ao grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD), aumentou 5% para 69,7 milhões de euros até final de setembro, em termos homólogos, adiantou o presidente da seguradora, Jorge Magalhães Correia, citado pela Lusa.

O presidente da Fidelidade Seguros, que agrega a Fidelidade Mundial e Império Bonança, justificou o aumento do lucro com as margens técnicas, «mas sobretudo com os efeitos da baixa sinistralidade», durante um encontro com jornalistas.

«Como há menos exposição ao risco [menos automóveis], a sinistralidade baixa», explicou.

Por outro lado, Magalhães Correia disse que o lucro poderia ter ascendido aos 100 milhões de euros, caso não tivesse sido realizado «o elevado provisionamento para a dívida grega», no primeiro trimestre deste ano.

Questionado sobre os prémios das seguradoras, Magalhães Correia avançou ainda que o ramo Não Vida sofreu um decréscimo de 3,9%, enquanto o ramo Vida caiu 29%. 

«Fechámos setembro com um rácio combinado [rácio de sinistralidade mais rácio de despesas] de 96,3%», disse o responsável, explicando que tal significa que por cada 100 que recebem as seguradoras pagam 96, o que «é um valor positivo» e «posiciona bem [a empresa] para a privatização».

Venda de PPR caiu para metade

Magalhães Correia sublinhou ainda a aposta da Fidelidade Seguros nas «reformas verdadeiras», ou seja, na poupança e nos clientes de longo prazo.

«Queremos estar com os clientes no longo prazo e ter uma solução para acompanhar a vida do cliente em todas as suas etapas», disse o presidente da Fidelidade Seguros, distinguindo esta poupança de uma outra financeira, como a que existia com os PPR (Planos Poupança Reforma) usados como «instrumento fiscal» e «não de reforma».

Apesar da quebra das vendas «para metade» em termos absolutos, Magalhães Correia não se mostrou preocupado, até porque «a poupança que fica é a verdadeira», referiu.

Magalhães Correia adiantou que a percentagem de novos clientes com entregas mensais regulares era em setembro de 74%, acima dos 52% registados no mesmo período do ano passado ou dos 13% registados nos primeiros nove meses de 2007, como exemplificou.

fonte_http://www.agenciafinanceira.iol.pt/f

publicado por adm às 22:07 | comentar | favorito