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Jan 12

Seguros: CGD já pode vender pelo telefone e Internet

Via Directa, segurada da Caixa, alarga canais de venda. Negócio deverá ser vendido durante este ano, por exigência da troika

A Via Directa, seguradora do grupo CGD para a venda através dos canais telefónico e Internet, foi autorizada a vender seguros de incêndio, acidentes pessoais e responsabilidade civil, devendo iniciar actividade nos próximos seis meses, segundo autorização publicada esta quinta-feira em Diário da Republica.

No ramo automóvel, a Via Directa opera no mercado com a marca Ok! Teleseguros.

O negócio segurador da CGD vai sofrer fortes transformações, já que, de acordo com a segunda actualização do memorando da troika, divulgada a 20 de Dezembro passado, deverá ser vendido em 2012 a um comprador final.

A troika exige que, até ao final de 2011, a CGD teria de atingir um rácio de capital core tier 1 de 9 por cento - a medida mais exigente para avaliar a solvabilidade de um banco - «sem depender da venda do braço de seguros», cuja alienação deverá «acontecer em 2012 directamente a um comprador final».

Essa venda vai «contribuir para atingir as necessidades de capital adicionais» em 2012.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt

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23
Dez 11

Quem vai comprar os seguros da CGD?

Esta é uma das perguntas que fica para 2012. Tida como a grande operação do mercado segurador em Portugal, a venda da unidade de seguros da Caixa Geral de Depósitos
Esta é uma das perguntas que fica para 2012. Tida como a grande operação do mercado segurador em Portugal, a venda da unidade de seguros da Caixa Geral de Depósitos ainda não recebeu luz verde, mesmo tendo sido um dos pontos da lista de contrapartidas para a ajuda internacional a Portugal. 

Dona das marcas Fidelidade Mundial, Império Bonança, Multicare, Via Directa (OK! Teleseguros), Cares e Companhia Portuguesa de Resseguros, a Caixa Seguros e Saúde representa cerca de um terço do mercado em Portugal (quota no Ramo não Vida de 27% e no Ramo Vida de cerca de 36%) e contribuiu nos primeiros seis meses do ano com 35,5 milhões de euros para o resultado líquido consolidado de 91,4 milhões de euros registados pelo grupo, representando 38,9% do lucro da CGD. Estes valores mostram não só a importância desta alienação para que a instituição bancária do Estado possa alcançar os novos alvos de capital impostos pelo regulador do mercado, mas também o impacto que este negócio pode ter no mercado segurador em Portugal. 

A venda da unidade de seguros da Caixa aos privados deverá ser feita em bloco, tanto mais que, no início de novembro, foi anunciada a fusão das duas empresas Fidelidade Mundial e a Império Bonança. Em declarações ao jornal i, Magalhães Correia presidente da Império Bonança e Fidelidade Mundial diz que o processo de fusão não é uma resposta às exigências da troika, mas torna mais fácil o processo de alienação, uma vez que "constitui uma oportunidade de criação de valor". Embora as duas marcas continuem a existir no mercado, esta operação é justificada pela necessidade de "maximizar a eficiência da gestão do capital do grupo, de concluir a integração operacional, de simplificar os processos, de aperfeiçoar a partilha de infra-estruturas de suporte", permitindo uma maior "afectação de recursos", segundo a explicação que consta do projecto de fusão verificado no Portal da Justiça.

A Fidelidade Mundial comprou a Império Bonança em 2005 e, desde aí, tem decorrido um processo de integração das duas empresas, que culminou na fusão realizada este ano. Entre os potenciais compradores, a Liberty Seguros fez saber no final de setembro que estaria interessada em comprar algumas unidades da Caixa Seguros e Saúde. O presidente da empresa, José de Sousa, referiu em declarações ao Diário Económico o interesse na Império Bonança, mas essa hipótese foi imediatamente colocada de lado pelos responsáveis da CGD.

Ainda sem data marcada, nem candidatos publicamente assumidos, a venda já constava no Programa de Estabilidade e Crescimento de 2010, mas ganhou novo destaque com a entrada da ajuda internacional no país, tendo sido incluída como uma das contrapartidas fixadas no Memorando de Entendimento assinado entre Portugal e a troika da Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional, a 17 de Maio. Logo na primeira actualização ao Memorando, as entidades internacionais especificavam que esta unidade da CGD seria vendida a uma entidade do Estado "como primeiro passo para a sua eventual venda", ficando depois o Estado encarregue de a vender aos privados, em 2012. O negócio foi então estimado num montante superior a 1,5 mil milhões de euros.
fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/
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20
Dez 11

CGD vende seguros directamente a comprador final

O negócio segurador da Caixa Geral de Depósitos (CGD) será vendido em 2012 já a um comprador final, de acordo com a segunda actualização do memorando da troika, a que a Lusa teve acesso. 

Segundo o documento, até ao final de 2011, a CGD terá de atingir um rácio de capital core tier 1 de 9 por cento - a medida mais exigente para avaliar a solvabilidade de um banco - «sem depender da venda do braço de seguros», cuja alienação deverá «acontecer em 2012 directamente a um comprador final». 

Essa venda vai «contribuir para atingir as necessidades de capital adicionais» do próximo ano.

A primeira actualização do Memorando de Entendimento, em Setembro, dizia que o negócio segurador da CGD seria transferido para uma entidade no Estado antes de se proceder à sua privatização. No entanto, já em Novembro, o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, disse que a venda da Caixa Seguros será feita «pela própria CGD», garantindo que a sua alienação não passaria pelo Tesouro. 

A CGD (tal como os restantes bancos do sistema bancário nacional) tem de aumentar o rácio core tier 1 de 9 para 10 por cento até final de 2012. No entanto, já até final de Junho, o banco tem de cumprir um rácio core tier 1 de 9 por cento de acordo com as regras da Autoridade Bancária Europeia (EBA em inglês), uma operação exigente já que implica o reconhecimento da valorização a preços de mercado das exposições à dívida soberana.

O documento agora conhecido acrescenta ainda que se essas necessidades de financiamento não poderem «ser satisfeitas a partir de fontes internas do grupo», o reforço adicional da CGD virá de «capitais públicos», mas não do fundo de recapitalização de 12 mil milhões de euros, apenas acessível aos bancos privados.

A EBA anunciou a 8 de Dezembro que a Caixa Geral de Depósitos precisa de 1.834 milhões de euros para reforçar os seus níveis de capital para atingir os 9 por cento em Junho de 2012.

No final de Novembro, tinha sido conhecido o aumento pelo Estado português do capital social do banco público em 100 milhões de euros através da incorporação de reservas, um valor que ainda não estaria reconhecido nas contas da EBA.

De acordo com o comunicado enviado ao regulador do mercado, a CGD afirmou que a operação visava «o reforço e manutenção da solvabilidade e capitalização da CGD em níveis adequados, designadamente do rácio core tier 1 em base consolidada, ao mesmo tempo que consolida a solidez do banco, fator imprescindível para manter num patamar competitivo o custo de financiamento da sua atividade e consequentemente a respectiva rendibilidade».

O banco estatal apresentou no final do terceiro trimestre um rácio core Tier 1 de 8,8 por cento.

Na sexta-feira passada ficou-se a conhecer os resultados das inespeções da troika à carteira de créditos dos oito principais bancos, sendo que na CGD foram encontradas imparidades de 153 milhões de euros em Junho. 

No entanto, este valor já foi coberto com uma provisão de 158 milhões de euros, ficando o banco com uma «folga» de cinco milhões de euros.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/f

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