Portugueses tiram mais de sete mil milhões das seguradoras
Os resgates no ramo Vida, que inclui principalmente PPR e seguros de capitalização, atingiu os 7,2 mil milhões de euros em 2011.
Os resgates no ramo Vida do sector segurador atingiram os 7,2 mil milhões de euros em 2011. O valor representa um aumento de 80% face ao período homólogo, e inclui os resgates verificados principalmente nos PPR e seguros de capitalização.
De acordo com o Conselho Nacional de Supervisores Financeiros, que reúne os três reguladores nacionais do sector financeiro, esta evolução reflecte "a opção de alguns operadores do sector bancário de privilegiarem a canalização de poupanças, tradicionalmente captadas através de produtos da área seguradora com características de médio e longo-prazo, para depósitos", mas também o menor rendimento disponível das famílias decorrentes das medidas de austeridade implementadas, além da eliminação ou redução dos incentivos fiscais associados a certos produtos, como é o caso do PPR. De lembrar que, até 2010, estes produtos beneficiavam de benefícios fiscais máximos de 400 euros, os quais caíram para um máximos de 100 euros em 2011 e apenas para os dois primeiros escalões de rendimentos.
Esta conjuntura fez-se sentir não só no aumento de resgates mas também na quebra da entrega de prémios, que caíram 30,8% face a 2010, para os 10,8 mil milhões de euros. Uma evolução que reflecte quase na totalidade a quebra sentida na entrega de prémios no ramo Vida, que diminuiu 40%. As empresas seguradoras foram ainda afectadas pela forte desvalorização da carteira de activos representativos das provisões técnicas, devido ao peso "preponderante" das obrigações soberanas e dos títulos de dívida emitidos pelas entidades do sector financeiro, revela o relatório do Sistema Financeiro Nacional. Segundo dados do Instituto de Seguros de Portugal (ISP), estas duas classes de activos (títulos de dívida pública e títulos de dívida privada) representavam mais de 80% da carteira de provisões técnicas do sector em Setembro de 2011.
fonte:http://economico.sapo.pt/n
