03
Mai 12

Portugueses tiram mais de sete mil milhões das seguradoras

 

Os resgates no ramo Vida, que inclui principalmente PPR e seguros de capitalização, atingiu os 7,2 mil milhões de euros em 2011.

Os resgates no ramo Vida do sector segurador atingiram os 7,2 mil milhões de euros em 2011. O valor representa um aumento de 80% face ao período homólogo, e inclui os resgates verificados principalmente nos PPR e seguros de capitalização.

De acordo com o Conselho Nacional de Supervisores Financeiros, que reúne os três reguladores nacionais do sector financeiro, esta evolução reflecte "a opção de alguns operadores do sector bancário de privilegiarem a canalização de poupanças, tradicionalmente captadas através de produtos da área seguradora com características de médio e longo-prazo, para depósitos", mas também o menor rendimento disponível das famílias decorrentes das medidas de austeridade implementadas, além da eliminação ou redução dos incentivos fiscais associados a certos produtos, como é o caso do PPR. De lembrar que, até 2010, estes produtos beneficiavam de benefícios fiscais máximos de 400 euros, os quais caíram para um máximos de 100 euros em 2011 e apenas para os dois primeiros escalões de rendimentos.

Esta conjuntura fez-se sentir não só no aumento de resgates mas também na quebra da entrega de prémios, que caíram 30,8% face a 2010, para os 10,8 mil milhões de euros. Uma evolução que reflecte quase na totalidade a quebra sentida na entrega de prémios no ramo Vida, que diminuiu 40%. As empresas seguradoras foram ainda afectadas pela forte desvalorização da carteira de activos representativos das provisões técnicas, devido ao peso "preponderante" das obrigações soberanas e dos títulos de dívida emitidos pelas entidades do sector financeiro, revela o relatório do Sistema Financeiro Nacional. Segundo dados do Instituto de Seguros de Portugal (ISP), estas duas classes de activos (títulos de dívida pública e títulos de dívida privada) representavam mais de 80% da carteira de provisões técnicas do sector em Setembro de 2011.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

publicado por adm às 08:25 | comentar | favorito
05
Mar 12

64 condutores por dia deixaram de pagar o seguro do carro

Em apenas três anos, as autoridades passaram 61375 multas a condutores de automóveis que circulavam sem seguro  O maior número destas infrações foi detectado em 2011, o que indicia que há cada vez mais automobilistas a deixar de pagar o seguro.

Os dados facultados ao Dinheiro Vivo pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária mostram ainda que o número de contraordenações motivadas pelo incumprimento do artigo 150º do Códígo da Estrada ("Obrigação de seguro") ascendeu a 23345 o que traduz uma subida de 18% face ao ano anterior.

 

 

Uma evolução que, na leitura do secretário-geral da Deco, Jorge Morgado, traduz a cada vez maior dificuldade que as pessoas têm em cumpri com os seus compromissos,. mas que reflete igualmente um reforço da fiscalização por parte da GNR e PSP.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt

publicado por adm às 19:42 | comentar | favorito
06
Fev 12

Seguros: crise provoca forte quebra de receitas

A falta de liquidez dos bancos portugueses levou a que os mesmos apostassem, em 2011, na captação de poupanças em vez de na venda de seguros, com as receitas globais do sector a baixarem quase 30 por cento no último ano.

«Depois da expansão registada no ano anterior, 2011 foi um ano de contracção da produção de seguro directo», isto é, a receita global das empresas de seguros proveniente da sua actividade comercial, informou hoje em comunicado a Associação Portuguesa de Seguradores (APS).

No total, os prémios e entregas processadas em 2011 foram de 11,7 mil milhões de euros, menos 4,7 mil milhões de euros (-28,6 por cento) do que no ano anterior, quebra que fez baixar o rácio desta produção face ao Produto Interno Bruto (PIB) para 6,5%.

«Na base desta evolução estiverem, porém, circunstâncias muito precisas, que afectaram especialmente a comercialização de produtos financeiros do ramo Vida, em particular em relações de bancassurance», realçou a APS.

«Apesar de outras condicionantes económicas e políticas, o factor mais relevante foi, sem dúvida, a profunda necessidade de financiamento dos bancos, que levou os respectivos grupos financeiros a privilegiar a comercialização de produtos que captassem poupanças para os seus balanços (sobretudo depósitos a prazo), em detrimento de outros que geram essencialmente receitas de comissões, como os produtos de seguros e os fundos de investimento», explicou a entidade liderada por Pedro Seixas Vale.

Assim, o decréscimo da produção do ramo Vida em 2011 foi de 38,1%, ao passo que no segmento Não Vida o recuo foi de apenas 0,9%.

A entidade frisou que, nos seguros de Acidentes de Trabalho, por exemplo, «pesaram claramente a redução do emprego e a contenção da massa salarial da economia, conduzindo a uma queda do volume de prémios de 3,7%».

Já nos seguros de Doença o volume de prémios evoluiu positivamente em 2011 (1,5%), «demonstrando o crescente interesse dos consumidores por este tipo de protecção, estimulado por factores como a comodidade e celeridade que proporciona no acesso aos cuidados de saúde, o custo relativamente acessível destes produtos e as crescentes limitações do sistema público de saúde», assinalou.

Ligeiramente positiva foi também a evolução do ramo Incêndio e Outros Danos (0,4%), para o que muito contribuiu o crescimento dos seguros de Multirriscos (2,4%), quer no segmento dos particulares, quer no das empresas.

Nota final para o ramo Automóvel, o maior do segmento Não Vida, que manteve basicamente estagnado o seu volume de prémios (quebra de 0,8%), «admitindo-se que a tal corresponda uma redução ligeira do prémio médio, já que a evolução do parque automóvel seguro, se ainda positiva, será já muito ténue, atenta a acentuada queda das vendas de veículos novos», salientou a APS.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/f

publicado por adm às 21:38 | comentar | favorito
19
Jan 12

Produção de seguros tomba 29% em 2011

O ramo vida foi o mais penalizado pela actual crise económica.

O Instituto de Seguros de Portugal (ISP) revelou os dados relativos ao ano que ainda agora acabou, mas que promete marcar o rumo do sector segurador para os próximos meses. Em 2011, o volume de produção de seguro directo atingiu os 11,6 mil milhões de euros, o que representa um decréscimo de 28,7% face ao registado no ano anterior. Segundo o ISP, cerca de 92,3% deste valor diz respeito a empresas sob supervisão do Instituto.

Esta redução na produção de seguros é justificada sobretudo pela "quebra verificada no ramo Vida (38,1%), apesar de a produção dos ramos Não Vida também ter registado uma variação negativa (1,6%), factos que contrariaram a evolução do último ano", afirma o ISP em comunicado. No mesmo documento o instituto nota que o ramo Vida atingiu, no ano passado, valores muito próximos dos registados em 2004. Um facto que "não só espelha a actual crise económica como também é justificado pelo esforço comercial de captação de poupanças pelo sector bancário por via de depósitos a prazo", justifica a instituição. Também a quebra de 60% na produção de PPR, que representa ainda 17% do peso no ramo Vida, esteve a penalizar, explica o ISP no mesmo comunicado. Já em termos de quotas de mercado, a CGD e o Millenniumbcp Ageas mantêm a liderança, sendo que o ISP salienta o facto de o "Santander ter apresentado um aumento da sua quota de mercado em detrimento das quebras verificadas nos grupos Espírito Santo e BPI".

Já nos ramos Não Vida, a liderança é assumida pelo grupo CGD "embora apresentando diminuições sucessivas na respectiva quota de mercado nos últimos anos. Os restantes grupos económicos mantiveram sensivelmente as mesmas quotas de mercado", nota ainda o ISP.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

publicado por adm às 23:43 | comentar | favorito
28
Nov 11

Crise leva condutores a cortar nas coberturas do seguro automóvel

Os condutores portugueses estão a cortar nas coberturas do seguro automóvel por causa da crise, admite Diogo da Silveira, presidente da Açoreana. Esta redução e a diminuição do tráfego automóvel estão a levar a um decréscimo da taxa de sinistros, o que, juntamente com os menores custos de funcionamento, permitiram à seguradora melhorar os resultados, apesar das perdas com a Grécia.
“Há menos exposição das pessoas ao risco, com redução das coberturas” contratadas, refere Diogo da Silveira, presidente da Açoreana, para explicar a quebra de 15% dos sinistros automóvel que, nos últimos meses, ajudaram a companhia de seguros a aumentar os seus resultados.

Até Junho, os seguros de danos próprios pesavam 30% na carteira de seguros automóvel da Açoreana, enquanto os contratos de responsabilidade civil correspondiam a 70%. Esta distribuição passou para 20% de danos próprios e 80% de responsabilidade civil (obrigatória) nos últimos três meses, revelou o gestor na apresentação dos resultados relativos ao terceiro trimestre do ano. A diminuição da sinistralidade automóvel reflecte ainda a redução da circulação automóvel, também em resultado do abrandamento da economia, explica Diogo da Silveira.

A quebra dos custos com sinistros, assim como a redução de 8% nos restantes custos de funcionamento permitiram à Açoreana lucrar oito milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, contra prejuízos de 4,5 milhões em Setembro de 2010. “Metade dos nossos resultados veio da redução dos custos de estrutura. A via da receita não está fácil. Temos que ir pela via dos custos”, justificou o gestor. 

A redução de custos de sinistros e de funcionamento permitiu ainda absorver o impacto negativo da exposição à dívida da Grécia. Isto porque a companhia registou uma imparidade de 21% nesta componente da carteira, o que retirou cerca de quatro milhões aos seus resultados.
fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/
publicado por adm às 23:20 | comentar | favorito