01
Ago 12

Transferência dos PPR para os depósitos penaliza seguradoras

A produção de seguros registou uma queda 17,5% nos seis primeiros meses do ano. Embora tanto o ramo Vida como o Não Vida tenham contribuído para esta quebra, os números mostram que tem sido sobretudo o ramo Vida a penalizar as contas das seguradoras.

Desta forma, a produção de seguros caiu 17,5% para 4,5 mil milhões de euros. "Tal deveu‐se principalmente à evolução negativa observada no ramo Vida, com uma variação de -24,6%, embora os ramos Não Vida também tenham contribuído com um decréscimo de 3,9%", refere o relatório da atividade seguradora, do Instituto de Seguros de Portugal (ISP).  

O relatório revela que "a produção de seguro direto do ramo Vida voltou a registar uma redução significativa, na ordem dos 900 milhões de euros, situando‐se em cerca de 2,7 mil milhões de euros, pelos motivos já apontados nos relatórios anteriores". Ou seja, a queda na produção dos Planos Poupança Reforma (PPR).

Os portugueses têm vindo a retirar as suas poupanças deste produto e a transferi-las para os depósitos. A redução dos benefícios fiscais associados a este produto e a oferta de taxas mais elevadas dos bancos nos depósitos são algumas das justificações para a saída dos portugueses do PPR.

Também os custos com sinistros registaram uma diminuição de 17,7% para 5,4 mil milhões de euros, penalizado pela quebra tanto no ramo Vida (-20,2%), quer nos ramos Não Vida (-4,3%).

"Durante o semestre em análise observou-se uma redução do valor das carteiras de investimento das empresas de seguros de 1,7%, face aos montantes sob gestão no final de 2011, muito devido à evolução dos custos com sinistros e da produção do ramo Vida", revela o ISP.

De acordo com o relatório o resultado líquido global apurado neste período atingiu os 159 milhões de euros.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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03
Mai 12

Portugueses tiram mais de sete mil milhões das seguradoras

 

Os resgates no ramo Vida, que inclui principalmente PPR e seguros de capitalização, atingiu os 7,2 mil milhões de euros em 2011.

Os resgates no ramo Vida do sector segurador atingiram os 7,2 mil milhões de euros em 2011. O valor representa um aumento de 80% face ao período homólogo, e inclui os resgates verificados principalmente nos PPR e seguros de capitalização.

De acordo com o Conselho Nacional de Supervisores Financeiros, que reúne os três reguladores nacionais do sector financeiro, esta evolução reflecte "a opção de alguns operadores do sector bancário de privilegiarem a canalização de poupanças, tradicionalmente captadas através de produtos da área seguradora com características de médio e longo-prazo, para depósitos", mas também o menor rendimento disponível das famílias decorrentes das medidas de austeridade implementadas, além da eliminação ou redução dos incentivos fiscais associados a certos produtos, como é o caso do PPR. De lembrar que, até 2010, estes produtos beneficiavam de benefícios fiscais máximos de 400 euros, os quais caíram para um máximos de 100 euros em 2011 e apenas para os dois primeiros escalões de rendimentos.

Esta conjuntura fez-se sentir não só no aumento de resgates mas também na quebra da entrega de prémios, que caíram 30,8% face a 2010, para os 10,8 mil milhões de euros. Uma evolução que reflecte quase na totalidade a quebra sentida na entrega de prémios no ramo Vida, que diminuiu 40%. As empresas seguradoras foram ainda afectadas pela forte desvalorização da carteira de activos representativos das provisões técnicas, devido ao peso "preponderante" das obrigações soberanas e dos títulos de dívida emitidos pelas entidades do sector financeiro, revela o relatório do Sistema Financeiro Nacional. Segundo dados do Instituto de Seguros de Portugal (ISP), estas duas classes de activos (títulos de dívida pública e títulos de dívida privada) representavam mais de 80% da carteira de provisões técnicas do sector em Setembro de 2011.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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10
Ago 11

Seguros: Produtos de poupança das seguradoras perdem terreno para os bancos

Os bancos estão a orientar as poupanças dos clientes para os depósitos, penalizando os produtos de aforro das seguradoras, disse o presidente da APS, após ser conhecida a queda no primeiro semestre destes ativos.

"Há uma diminuição do volume de negócios [do ramo vida] porque nos ativos de poupança o principal distribuidor -- os bancos -- estão a orientar a liquidez dos seus clientes não para produtos de seguros mas de banca, como os depósitos", disse o presidente da Associação Portuguesa de Seguradores (APS), Pedro Seixas Vale, num encontro com jornalistas para apresentar os resultados do primeiro semestre do setor segurador.

Face ao final de 2010, o volume de ativos de poupança sob gestão dos associados da APS caiu sete por cento para 55 mil milhões de euros.

fonte:Lusa

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10
Jul 11

Seguradoras defendem PPR em momento difícil do sector

Num momento em que os PPR perdem subscrições, APS contrapõe com a sua rendibilidade.

Poupar em tempos de crise é sempre difícil, mas cada vez mais importante. Os alertas já foram feitos há meses, por parte do Presidente do Tribunal de Contas, do Presidente da República, pelos banqueiros e por alguns deputados da Assembleia da República.

As seguradoras reiteram os avisos e garantem que os Planos de Poupança Reforma (PPR) são os instrumentos mais rentáveis, sobretudo em tempos de elevada volatilidade nos mercados, mas sinalizam um abrandamento na evolução do retorno deste produto no curto prazo.

Segundo dados da Associação Portuguesa de Seguradores (APS), os PPR das seguradoras não ligados a fundos de investimento foram os que garantiram a melhor taxa de rentabilidade média anual bruta, nos últimos três e cinco anos. Estes produtos têm actualmente uma exposição de cerca de 10% à dívida pública nacional.

O segundo lugar pertence aos depósitos a prazo, para onde muitos clientes se inclinam numa altura em que a banca oferece condições cada vez mais atractivas para a sua subscrição.

Feitas as contas e os PPR das seguradoras garantiram aos aforradores uma rentabilidade bruta de 3,4% ao ano, num prazo de cinco anos, entre 2006 e 2010, enquanto os depósitos a prazo permitiram um retorno de 2,9%, em termos de novas operações.

Os mesmos dados mostram que a tendência se mantém quando se fala em rentabilidade a três anos, e considerando o período entre 2008 e 2010. Os PPR das seguradoras não ligados a Fundos de Investimento voltam a liderar, com uma taxa de rentabilidade média de 3,3%, acima dos 2,7% da conseguida num depósito a prazo.

No entanto, a crise não passa ao lado do sector e reflecte-se nas subscrições de novos PPR.

"Até Maio de 2011 houve uma quebra de 4% no volume dos PPR subscritos, em termos homólogos", revelou ontem Pedro Seixas Vale, presidente da APS, durante a apresentação dos dados compilados pela Associação. Na mesma ocasião o responsável afirmou que entre Dezembro e Maio a quebra efectiva das subscrições foi de 7%. No entanto, "a minha expectativa era de que a queda fosse maior", salientou Seixas Vale.

Em 2010 os fundos dos PPR de seguros registavam um acumulado de 15 mil milhões de euros. Ou seja, praticamente o dobro do Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (oito mil milhões). Isto significa que as contribuições anuais chegaram aos 3,2 milhões de euros em 2010. E admitindo que "vai ser difícil atingir estes montantes", o presidente da APS afirma que "manter o stock é o principal objectivo. A expansão far-se-à noutras alturas". No entanto, reforçou o aviso: "os portugueses têm que poupar mais". Em termos de PPR de seguros, os dados mostram que cada português tem, em média, poupanças na ordem dos 6.000 euros. "É pouco. Ainda é pouco", notou Seixas Vale, defendendo que "temos que fomentar uma poupança orientada, porque os portugueses não têm rendimentos muito elevados que lhes permitam poupanças muito elevadas". E, alerta, "aquilo que era alguma segurança trazida pelos sistemas públicos está, neste momento, a ter dificuldades".

fonte:http://economico.sapo.pt/

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14
Dez 10

Segure o seu carro clássico a partir de 60 euros por ano

Soluções no mercado podem superar os 100 euros, mas nem todas permitem circular livremente pelas estradas.

Qual o nome da série protagonizada pela dupla de detectives privados Tó e Duarte, que se deslocavam num Citroën 2 cavalos? Não se lembra? Resposta: Duarte e Companhia. A série comemorou esta semana 25 anos desde a sua estreia, coincidência ou não, o mesmo número de anos mínimos exigido para fazer um seguro de um automóvel clássico. O Diário Económico foi à procura das soluções disponíveis no mercado utilizando, inevitavelmente, o mesmo modelo de quatro rodas usado pela dupla policial nas suas deslocações para combater os dois grupos de criminosos liderados por Átila e Lúcifer: um Citroën 2 cavalos. Mais concretamente um modelo de 1982 e com 600cc de cilindrada. Mas antes de fazer um seguro para o automóvel clássico tenha em atenção que o mesmo terá de estar certificado pelo ACP ou pelo Museu do Caramulo além, obviamente, da obrigatoriedade do veículo ter mais de 25 anos.

Entre as três ofertas analisadas, a Tranquilidade é quem apresenta a solução mais barata. Para a versão menos dispendiosa - o pacote Essencial - o prémio anual exigido é de 59,20 euros, montante que já inclui o custo da apólice. As coberturas incluem a responsabilidade civil, a assistência em viagem, as despesas de tratamento para o condutor e ocupantes e a cobertura para morte ou invalidez permanente. Com a versão mais cara da Traquilidade - o pacote Exclusivo - o montante encarece para os 144,10 euros, incluindo os cinco euros do custo da apólice. No entanto, além das coberturas base estão ainda incluídas as coberturas para actos de vandalismo, choque e colisão, fenómenos da natureza, furto ou roubo e ainda incêndio. Ainda que lhe permita fazer até 5.000 quilómetros por ano, para fazer o seguro do seu automóvel clássico na Tranquilidade terá obrigatoriamente de ter o seu carro de uso diário segurado nesta companhia.

Além de não ter obrigação, as ofertas da Fidelidade Mundial e Império Bonança permitem circular pelas estradas de Portugal sem qualquer limite de quilometragem. Com coberturas de responsabilidade civil, assistência em viagem, protecção jurídica e ao condutor, as seguradoras apresentam duas alternativas. A primeira, dirigida a condutores com mais de 20 anos com seguro e com cinco anos sem sinistros, apresenta um prémio anual de 97,71 euros. Já na segunda opção, para condutores sem um seguro anterior, o encargo sobe para os 124,02 euros. Em ambos os casos, os preços já incluem o custo da apólice, de 5,55 euros, assim como a carta verde.

Para os amantes de automóveis clássicos que preferem mostrar a sua paixão de 2 cavalos apenas em exposições, desfiles ou concentrações em vez de circular diariamente, a solução Auto Clássico da Liberty surge como a mais indicada. O pacote base conta com as coberturas de responsabilidade civil, assistência em viagem e despesas para ocupantes e apresenta um prémio anual de 60,04 euros, aos quais se somam 7,57 euros com o custo da apólice, ou seja um montante total de 67,61 euros. Se além das coberturas base pretende a quebra isolada de vidros, ao encargo anual acrescem mais 50,14 euros com esta cobertura, resultando num prémio de 117,75 euros na primeira anuidade. Tal como no caso da Tranquilidade, para fazer o seguro do seu Citroën na Liberty terá obrigatoriamente de ter o seguro do seu carro de utilização diária nesta companhia.

Independentemente da solução escolhida, já não tem desculpa para não fazer um seguro para o seu automóvel clássico para poder desfrutar do puro prazer de conduzir história e, quem sabe, reviver momentos à ‘Duarte e Companhia' ao volante de um vermelho Citroën 2 cavalos.


Algumas das ofertas de seguro para automóveis clássicos disponíveis no mercado

Tranquilidade - 59,02€
A seguradora apresenta dois pacotes diferenciados pela quantidade de coberturas. Apesar de permitir fazer 5.000km por ano, o produto obriga a ter o seguro do carro diário nesta companhia.

Fidelidade/Bonança - 97,71€
Esta opção é dirigida a condutores com um historial de 20 anos com seguro e cinco anos sem sinistros. O produto não obriga a ter o seguro do carro diário nesta companhia e não tem limite de quilometragem.

Liberty - 67,61€
O Auto Clássicos é direccionado apenas para exposições, desfiles ou concentrações, não permitindo a livre circulação do clássico. Além disso, obriga a ter o seguro do carro diário nesta companhia.

fonte:http://economico.sapo.pt/

http://oseguroautomovel.blogs.sapo.pt/

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13
Set 10

Poupanças aplicadas em seguros subiram 40% até Julho

Nos 12 meses terminados no final de Julho, os portugueses aplicaram perto de 1,9 mil milhões de euros em seguros de poupança. Quase metade deste valor foi aplicado em Julho.

 

As poupanças dos portugueses aplicadas em seguros de vida aumentaram 40% no último ano ano, aproximando-se dos 6,7 mil milhões de euros. De acordo com dados da Associação Portuguesa de Seguradores (APS), nos 12 meses terminados em Julho, as aplicações em planos de poupança reforma (PPR) e em seguros e operações de capitalização ascenderam a 1,85 mil milhões de euros.

Quase metade do crescimento do volume aplicado nestes três tipos de seguros foi conseguido em Julho. Só neste mês, o valor dos PPR e dos seguros e operações de capitalização aumentou quase 900 milhões, dos quais 163,5 milhões nos planos de reforme e 721 milhões em seguros de capitalização. Uma subida que não deverá ser alheia ao facto nesta altura do ano serem pagos os subsídios de férias que permitem reforça a capacidade de poupança.

fonte:jornaldenegocios

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