Transferência dos PPR para os depósitos penaliza seguradoras
A produção de seguros registou uma queda 17,5% nos seis primeiros meses do ano. Embora tanto o ramo Vida como o Não Vida tenham contribuído para esta quebra, os números mostram que tem sido sobretudo o ramo Vida a penalizar as contas das seguradoras.
Desta forma, a produção de seguros caiu 17,5% para 4,5 mil milhões de euros. "Tal deveu‐se principalmente à evolução negativa observada no ramo Vida, com uma variação de -24,6%, embora os ramos Não Vida também tenham contribuído com um decréscimo de 3,9%", refere o relatório da atividade seguradora, do Instituto de Seguros de Portugal (ISP).
O relatório revela que "a produção de seguro direto do ramo Vida voltou a registar uma redução significativa, na ordem dos 900 milhões de euros, situando‐se em cerca de 2,7 mil milhões de euros, pelos motivos já apontados nos relatórios anteriores". Ou seja, a queda na produção dos Planos Poupança Reforma (PPR).
Os portugueses têm vindo a retirar as suas poupanças deste produto e a transferi-las para os depósitos. A redução dos benefícios fiscais associados a este produto e a oferta de taxas mais elevadas dos bancos nos depósitos são algumas das justificações para a saída dos portugueses do PPR.
Também os custos com sinistros registaram uma diminuição de 17,7% para 5,4 mil milhões de euros, penalizado pela quebra tanto no ramo Vida (-20,2%), quer nos ramos Não Vida (-4,3%).
"Durante o semestre em análise observou-se uma redução do valor das carteiras de investimento das empresas de seguros de 1,7%, face aos montantes sob gestão no final de 2011, muito devido à evolução dos custos com sinistros e da produção do ramo Vida", revela o ISP.
De acordo com o relatório o resultado líquido global apurado neste período atingiu os 159 milhões de euros.
fonte:http://www.dinheirovivo.pt/
