25
Fev 14

Seguradoras admitem subir preços devido à frequência dos desastres naturais

As seguradoras estão «muito preocupadas» com a frequência e a intensidade crescente dos fenómenos de desastres naturais causados pelas alterações climáticas, admitindo que estão a ser feitos estudos que poderão influenciar o preço dos seguros em determinadas zonas.

«Estamos a notar que estes fenómenos têm uma intensidade cada vez maior e estão a provocar danos de grandes dimensões e a atingir muitas pessoas, portanto, é uma situação que nos preocupa muito, porque é uma cobertura que temos a noção que temos que dar aos cidadãos portugueses», afirmou hoje o presidente da Associação Portuguesa de Seguradores (APS), Pedro Seixas Vale.

Por isso, a APS está a fazer «alguns estudos no sentido de verificar quais são as consequências e, dentro de muito pouco tempo, no próximo mês, será feita a apresentação de um estudo sobre as inundações em Portugal, analisando todo o território português», revelou o responsável, num encontro com jornalistas em Lisboa.

O objetivo deste levantamento acerca do risco de inundações no território português, que envolve a Faculdade de Ciências de Lisboa, é «ver qual é a probabilidade de haver inundações e da sua gravidade», assinalou Seixas Vale.

«Os resultados a que cheguemos, no que toca ao risco de inundações, devem mostrar que há algumas zonas em que é preciso ter imenso cuidado porque, se não se tiver esse cuidado, podem ter danos muito elevados, quer para as pessoas, quer para as empresas», realçou, acrescentando que o risco de terramoto é ainda maior.

Sobre o estudo sobre os riscos das inundações, o objetivo da APS é «ter uma informação mais correta», para que seja estabelecido «um preço mais justo de acordo com esse conhecimento», sublinhou.

Ao mesmo tempo, este levantamento visa «dar informação aos portugueses sobre os riscos que podem ter se fizerem construções em determinadas zonas».

As instalações junto às praias e aos rios são algumas das que têm sido mais afetadas nos últimos tempos em Portugal devido aos efeitos do mau tempo, pelo que os custos de fazer um seguro, por exemplo, para um bar de praia, deverão subir em breve.

«A frequência e dimensão dos desastres naturais são cada vez maiores e os custos vão ser cada vez maiores», admitiu Seixas Vale.

De acordo com o presidente da APS, «quem tem um acidente de dez em dez anos não está disposto a pagar o mesmo que quem tem acidentes todos os anos», pelo que fará sentido fazer uma distinção ao nível do preço dos seguros consoante o risco de ser necessário acioná-los.

E realçou: «Há um limite de solidariedade que nós temos»..
No ano passado, em janeiro, as seguradoras assumiram custos na ordem dos 100 milhões de euros devido ao mau tempo. Já este ano, também em janeiro, devido aos estragos provocados pelo temporal que assolou Portugal, os prejuízos para o setor ascenderam a 11,5 milhões de euros, de acordo com a informação existente.

 

fonte:http://www.tvi24.iol.pt/

publicado por adm às 20:13 | comentar | favorito
21
Jan 13

Crise faz cair seguros de acidentes de trabalho e automóvel

O desemprego está a afetar vários ramos de atividade do sector segurador, sendo um desses os acidentes de trabalho. Em 2012, o montante de prémios destes seguros ascendeu a 555,9 milhões de euros, uma queda de 10,6% face à produção do ano anterior, segundo os dados referentes aos prémios de seguro direto de 2012, divulgados pelo Instituto de Seguros de Portugal (ISP).

Só as quatro principais seguradoras no ramo de acidentes de trabalho, que representam mais de metade do mercado - Fidelidade, Açoreana, Tranquilidade e Axa -, registaram, no conjunto, uma quebra de 11% face a 2011.

"A redução da massa salarial segurável conduz necessariamente a uma diminuição do negócio. Adicionalmente, registou-se em 2012 uma forte competitividade entre os operadores a atuar no mercado português, o qual originou uma política de preços muito agressiva. O ISP continuará a dar especial atenção a essa matéria no corrente ano", afirmou José Almaça, presidente do ISP, em declarações ao Dinheiro Vivo.

Havendo menos pessoas empregadas, naturalmente os seguros de acidentes de trabalho, que são obrigatórios, têm vindo a registar uma forte descida. Se forem contabilizados os períodos de 2009 a 2012 a quebra dos prémios é ainda mais expressiva: 18%.

Os seguro de acidentes de trabalho garantem a eventual responsabilidade da entidade empregadora por acidentes ocorridos com os trabalhadores, no desempenho da atividade profissional. Além disso, também cobrem o denominado risco de trajeto, ou seja, os acidentes ocorridos no percurso de e para o local de trabalho.

Os números não deixam margem para dúvidas. Diariamente há mais 289 pessoas sem trabalho. No final de 2012, de acordo com o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), estavam registados 710 652 desempregados, o que corresponde a um aumento de 17,4%.

A confirmarem-se as projeções de aumento do desemprego para 2013, a queda nos seguros de acidentes de trabalho poderá vir a aumentar ainda mais este ano.

Produção de seguros cai 5,3%

O volume de produção de seguro direto em Portugal - incluindo todas as atividades do Ramo Vida e Não Vida - ascendeu a 11 mil milhões de euros. Um valor que se traduz num decréscimo de 5,3% face ao valor verificado em 2011.

"Efetuando uma análise por ramos, conclui-se que a evolução negativa que se registou no mercado segurador deveu-se essencialmente à quebra verificada no ramo Vida (6,9%), apesar da produção dos ramos Não Vida também ter registado uma variação negativa (2,2%)", adianta o ISP no relatório anual.

Nos seguros Vida foram sobretudo os PPR, penalizados em termos fiscais, que levaram a uma queda mais acentuada da produção; os ramos que mais contribuíram para a quebra verificada na produção de Não Vida foram os acidentes de trabalho e automóvel, que representam mais de 53% da carteira em análise.

Outros ramos

Automóvel

Os prémios de seguros do ramo automóvel ascenderam a 1.569 milhões de euros no ano passado, um valor que corresponde a uma queda de 5,4% face à produção verificada em 2011. A descida de vendas de automóveis novos e também de usados é a principal justificação para a redução deste sector, penalizando o ramo Não Vida.

Doença

Os seguros de doença contrariaram a tendência verificada no conjunto do sector e registaram uma subida. Segundo o ISP, no ano passado a produção destes seguros totalizou 552,8 milhões de euros. Um valor que corresponde a uma subida de 3,1% quando comparado com os 536,2 milhões de euros de prémios do ano anterior.

Marítimo e Transportes

O aumento das exportações das empresas portuguesas pode ser uma das justificações para se ter verificado um aumento dos seguros neste ramo de atividade. Os dados do ISP mostram que, em 2012, os prémios de seguros no ramo marítimo e de transportes ascendeu a 27,1 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 18% face a 2011.

Vida

Os Planos Poupança Reforma foram uma das principais razões para a queda da produção de 12,4% dos seguros de vida. Segundo o ISP, a redução do peso dos PPR, que em 2012 representaram 10,6% da produção do ramo Vida (17% em 2011), deve-se ao decréscimo da produção em 10%, fruto da redução dos incentivos fiscais.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/M

publicado por adm às 21:55 | comentar | favorito
04
Jan 12

Seguradoras perdem mais de nove mil milhões de euros em 2011

Entre quebras nos prémios emitidos e resgates de produtos financeiros, o sector perdeu mais de 47 milhões de euros por dia no último ano.

A avaliar pelas estatísticas, o sector segurador terá vivido um dos piores anos de sempre em 2011. Entre a quebra nos prémios emitidos e os resgates de produtos financeiros, o sector perdeu 9,4 mil milhões de euros no último ano. Ou seja, mais de 47 milhões de euros por dia. Uma performance pressionada quase totalmente pelo ramo Vida, que representa 99% da quebra verificada.

Números que não incluem ainda o último trimestre do ano, bem como as perdas relacionadas com os produtos financeiros que garantem uma taxa mínima aos aforradores, já que tendencialmente as carteiras subjacentes a estes produtos estarão negativas. "Trata-se de mais um factor a aumentar a pressão sobre as contas do sector, embora julguemos não ser o mais determinante. É um fenómeno cíclico para o qual as seguradoras já se prepararam", nota Nuno Clemente, administrador da Tranquilidade.

António José de Sousa, CEO da Liberty Seguros, destaca a necessidade de distinguir entre ramos Vida e Não Vida: "Nos ramos Não Vida (automóvel, acidentes de trabalho, lar, etc.) a quebra é real, ou seja, há efectivamente menos prémios de seguros, uma consequência directa da crise que estamos a atravessar, com maior desemprego, menor venda de automóveis, menor venda de casas", diz. Uma tendência que só poderá ser invertida com a retoma do crescimento económico.

"Já no ramo Vida a quebra no encaixe de prémios deve-se, quase exclusivamente, a uma política comercial agressiva da própria banca, que fez com que os clientes terminassem com muitos dos seus produtos Vida (PPR e outros produtos financeiros), e desviassem esses fundos para depósitos a prazo". Ou seja, "o dinheiro não sai do grupo financeiro. Sai, isso sim, da seguradora do grupo, e passa para o banco do grupo", explica o responsável da Liberty.

fonte:http://economico.sapo.pt/no

publicado por adm às 22:44 | comentar | favorito