02
Nov 14

Como escolher os seguros mais baratos

Há seguros para (quase) tudo. Mas há três que a generalidade dos portugueses têm: saúde, casa e carro. São garantia de protecção, mas não têm de ser um fardo no orçamento. O Negócios diz-lhe o que deve fazer para encontrar as soluções mais baratas, mas também os cuidados a ter.

1. Cuidado com a linguagem complexa dos seguros de saúde

Os seguros de saúde são provavelmente os mais complexos de todos, pela sua linguagem hermética e também pelo elevado número de coberturas e exclusões que apresentam. É difícil comparar estes seguros só tendo em conta o prémio, pois a preços diferentes estão associadas coberturas, exclusões e períodos de carência muito diversos.

 

"Os seguros de saúde são muito complexos e apresentam uma linguagem hermética", alerta Mónica Dias. Para a economista da Deco, os consumidores devem "fazer uma boa prospecção de mercado, procurar as coberturas que correspondem às suas necessidades e ter muita atenção às exclusões".

Devem começar por estabelecer critérios e ter atenção aos limites de capital, franquias e períodos de carência. "Se optar por seguro de grupo, nomeadamente através da entidade empregadora, poderá ter acesso a condições mais vantajosas, uma vez que a empresa tem maior poder negocial", frisa a especialista da Deco.

 

É importante ter em atenção que nenhum seguro de saúde cobre problemas já existentes. O consumidor deve ter cuidado no preenchimento da proposta de seguro e não omitir nenhuma informação, sendo o mais correcto e rigoroso possível.

 

2. No seguro da casa, o barato pode sair caro

A lei obriga a que os imóveis tenham seguro de incêndio. Mas esta pode ser uma das coberturas do seguro multirriscos habitação que pode, contudo, incluir outros problemas como roubo, tempestades, fenómenos sísmicos, responsabilidade civil, entre outros. O principal objectivo é segurar o valor do imóvel e do recheio da casa, no caso de um evento que provoque a sua destruição.

 

"A oferta é muito grande, por isso, o consumidor deve começar por fazer uma prospecção do mercado, adequando as coberturas do seguro às características do imóvel em questão", explica Mónica Dias, economista da Deco. O prémio a pagar por este seguro vai depender do valor do capital seguro.

 

Nesse sentido, o consumidor deve ser rigoroso e calcular quanto teria de gastar para comprar todos os bens novamente e avaliar o imóvel pelo valor de reconstrução. Em causa estará o risco de "em caso de sinistro, receber menos do que os bens valem ou a possibilidade de pagar prémios elevados desnecessariamente", diz a especialista da Deco.

 

3. Online é mais barato proteger o seu carro

Quem tem automóvel, tem de ter seguro. Mas o valor do prémio não tem de ser um fardo no orçamento familiar. Especialmente quando existe uma multiplicidade de companhias de seguro no mercado. Desde as tradicionais, há muito estabelecidas, até outras mais recentes, nomeadamente as companhias online.

 

Um seguro automóvel feito através da Internet tende a ser sempre mais barato, isto porque estas companhias transferem para os clientes a poupança que têm com o facto de não existirem custos de rede. Pagando o prémio anual todo de uma vez, especialmente se o fizer através de débito directo, o valor tende a ser ainda mais baixo. E se tiver mais do que um carro, poder ser mais barato juntá-los na mesma companhia.

 

O preço é sempre um factor a ter em conta. Mas não deve ser o único. Veja as coberturas. Nos seguros de terceiros, a responsabilidade civil obrigatória é de seis milhões de euros, mas no de "todos os riscos", está incluído o choque, capotamento ou colisão, furto ou roubo, e incêndio, raio ou explosão. Veja se precisa de todos. E também quanto terá de pagar em caso de activação do seguro. O ideal será ter uma franquia de 0%, ou seja, não ter de pagar nada, mas isso sai caro. Com 2%, o prémio baixa. E o custo não é assim tão elevado em caso de sinistro.

 

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

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27
Jun 14

Prémio médio do seguro automóvel cai 100 euros

O número de apólices de seguros inverteu a tendência de quebra, acompanhando assim a recuperação da economia portuguesa.

O número de seguros de acidentes de trabalho aumentou em 2013, bem como o número de veículos seguros na componente automóvel. Segundo a Associação Portuguesa de Seguradores (APS), "os dados destes dois ramos relativos a 2013 e ao início de 2014 são especialmente interessantes neste contexto, com inversões de tendências que sugerem já os primeiros sinais de recuperação da nossa economia".

 

A associação salienta a correlação existente nestes dois ramos da actividade seguradora, que registaram uma forte contracção em 2011 e 2012, com a actividade económica do País.

O número de apólices de acidentes de trabalho cresceu 0,3% em 2013, face ao período homólogo. Uma evolução que representa "uma inversão da tendência de erosão das apólices que vinha sendo padrão quase sistemático desde 2006 e que determinou o desaparecimento de mais de 10% dos contratos deste ramo até 2012", refere a APS em comunicado. Este crescimento não foi, no entanto, acompanhado pelo volume de salários seguros, que se manteve,pelo terceiro ano consecutivo, em quebra (-1,9%). Da mesma forma, o volume de prémios continuou a registar uma contracção acentuada (de 8% em 2013), pelo oitavo ano consecutivo, o que a APS justifica com a redução das tarifas médias.

Já o número de veículos seguros cresceu 1% em 2013 face ao ano anterior, e regista também um aumento de 0,9% já no primeiro trimestre deste ano, face ao homólogo. "No entanto, pelo terceiro ano consecutivo, e pelo oitavo nos últimos dez, o volume de prémios do ramo automóvel voltou a cair em 2013 (-5,8%), quedando-se pelos 1.478 milhões de euros", nota a APS. O que se justifica pela forte quebra dos prémios médios anuais, que na última década caíram de 319 para 213 euros.

fonte:http://economico.sapo.pt/no

publicado por adm às 20:52 | comentar | favorito
02
Abr 13

Os melhores seguros low-cost

Depois das marcas de produtos, dos voos e das gasolineiras, chegaram os seguros low-cost. Na análise feita pela revista Dinheiro&Direitos, a DECO fez um check-up e analisou 44 apólices, que dividiu em dois níveis de cobertura: um pacote básico, que inclui hospitalização (na base de todos os seguros), e assistência ambulatória; e um pacote alargado que, além das anteriores, inclui parto e estomatologia.

Contas feitas, a DECO aconselha quatro apólices: duas para uma proteção simples (Allianz Saúde Hospitalização e Ambulatório, e a Ocidental Saúde Médis Opção 3 (Base); e duas para uma proteção mais alargada (Generali + Saúde Familiar Maestoso, e a Victoria Saúde Base - Franquia 150).

Pacotes Simples
Allianz Saúde Hospitalização e Ambulatório
Em termos de custos anuais, se tiver 30 anos esta apólice custa 378,92 euros, enquanto que se tiver 60 anos o valor aumenta para os 833,07 euros.

Ocidental Saúde Médis Opção 3 (Base)
Nesta apólice, o custo mensal para quem tem 30 anos é de 740,87 e ascende a 1.166,06 euros caso tenha 60 anos.

Nestas duas apólices não está coberta a estomatologia e apenas a da Allianz não tem a cobertyra de parto.

Pacotes Alargados
Generali + Saúde Familiar Maestoso
Em termos de custos anuais, se tiver 30 anos esta apólice custa 1.112,85 euros, enquanto que se tiver 60 anos o valor aumenta para os 1.706,07 euros.

Victoria Saúde Base - Franquia 150
Nesta apólice, o custo mensal para quem tem 30 anos é de 536,85 e ascende a 1.254,48 euros caso tenha 60 anos.

Se pretende uma alternativa ao Serviço Nacional de Saúde e não pode pagar um seguro individual ou quer um produto que garanta sobretudo o pagamento de consultas da especialidade (em caso de cirurgia, prefere ser atendido no público), os cartões de saúde são uma opção a considerar.

Os associados da Cruz Vermelha Portuguesa, do Automóvel Club de Portugal e da própria DECO podem ter acesso a um destes produtos com condições vantajosas.

Antes de contratar, analise a rede de prestadores para apurar se a sua área de residência está bem servida. A maioria das redes disponibiliza esta informação nas suas páginas online. Faça também contas ao custo anual do cartão e ao desconto a que tem direito nos serviços médicos da rede. Se o primeiro for muito elevado, pode não compensar a redução no preço dos serviços.

Tenha também em conta o valor das despesas comparticipadas pelo seguro, consoante seja atendido dentro ou fora da rede de profissionais e estabelecimentos com os quais aquele tem acordo. Em regra, dentro da rede convencionada, o cliente paga apenas uma pequena quantia por cada ato.

Se for atendido fora da rede, por médicos ou em locais da sua confiança, é reembolsado entre 35% e 70% da despesa,  consoante se trate de um seguro de assistência ou misto, respetivamente.

De acordo com a análise da DECO, as apólices mais abrangentes são a Help Executive (Opções 1, 2 e 3), da Victoria, com Qualidade global entre os 79 e 84%.

Têm menos exclusões do que a concorrência, são válidas em todo o mundo, podem ser contratadas até aos 60 anos e não definem um limite de idade para permanência no seguro (a maioria das companhias fecha a porta ao segurado a partir dos 65 ou 70 anos). Em caso de doença, as coberturas podem ser ativadas de imediato.

Contudo, o preço destas apólices não está ao alcance de todas as carteiras: custam entre 7150 e 8720 euros por ano para um casal de 35 anos com um filho de 5 anos.

Se não pode gastar tanto, opte por um dos quatro planos que, segundo a análise da DECO, reúnem a melhor qualidade ao melhor preço. Com esta decisão poupa até 2000 euros anuais.

Para mais informações ou simulações veja no site da DECO a página dedicada aos seguros de saúde emhttp://www.deco.proteste.pt/saude/seguro-saude

 

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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11
Mar 13

60% dos portugueses não lêem a informação enviada pelas seguradoras

Muitos portugueses podiam baixar o seu prémio de seguro automóvel se lessem a informação que lhes é fornecida.

Um estudo realizado pela GfK mostra que apenas 39% dos condutores portugueses lê a informação que lhes é enviada pela seguradora, relativamente ao seguro automóvel. Isto significa que mais de metade dos tomadores de seguro desconhecem o seguro que subscreveram. O mesmo estudo - que foi desenvolvido para a Seguro Directo - revela ainda que 47% dos detentores de um seguro não o costuma renegociar. Sandra Moás, directora-coordenadora da Seguro Directo, nota que "este desconhecimento é prejudicial para ambas as partes: segurado e seguradora. Por um lado, o segurado por desconhecimento de outras ofertas e das coberturas do seu próprio seguro pode eventualmente fazer uma escolha desadequada face à necessidade do seu perfil, o que acaba por resultar num custo desajustado". Ou seja, se acha que está a pagar um valor demasiado alto, talvez esteja na hora de deitar um olho à informação que tem em casa. "Cada vez mais é essencial, enquanto consumidores, sabermos o que estamos a pagar e confirmar se esse é efectivamente o custo justo. Por outro lado, essa falta de informação conduz também a falsas expectativas em relação ao produto contratado, nomeadamente no momento do sinistro, o que gera insatisfação e falta de confiança na própria seguradora", diz. 

É certo que a linguagem dos seguros não é fácil, mas é melhor pedir ajuda à sua companhia de seguros do que ignorar a informação que lhe enviam. O estudo da GfK mostra que apenas 44% dos entrevistados sabe que o ‘prémio' de seguro é o preço pago por esse produto. Uma elevada percentagem - 38% - acredita que o ‘prémio' é o valor que a seguradora lhe paga no caso de não haver qualquer sinistro. No mesmo sentido, há ainda muitas pessoas (44%) que desconhecem que a participação de um sinistro deve ser realizada no prazo de oito dias. 

Todas estas informações parecem pouco relevantes quando tudo corre bem, mas o seu desconhecimento pode trazer amargos dissabores em caso de sinistros. Sandra Moás admite que a responsabilidade desta desinformação é repartida entre seguradoras e clientes. "Se por um lado o cliente tem de reforçar a sua curiosidade nesta matéria e tomar consciência de que conhecer o seu produto é fundamental para fazer uma boa escolha, por outro lado somos responsáveis enquanto agentes de mercado por chegar aos segurados de uma forma directa, simples e com uma linguagem acessível - e não em "segurês" como costumamos dizer na Seguro Directo". No entanto, acrescenta, "da parte das Seguradoras temos vindo a assistir a uma maior preocupação com a forma como gerem estes temas, sobretudo na dimensão de orientação ao cliente. Mas estamos num mercado muito permeável à evolução do comportamento do consumidor, o que faz com seja necessário rever e ajustar os nossos canais de comunicação de forma constante". 

Também o facto de praticamente metade dos tomadores de seguros não renegociarem as suas apólices, por exemplo, anualmente, deve fazer soar os alarmes. Numa altura em que é preciso ter cada vez mais contenção de despesas, gastar algum tempo a falar com a sua mediadora pode ajudá-lo a poupar uma soma considerável no final do ano. Até porque, segundo o mesmo estudo, 41% dos inquiridos afirma que o preço é o facto que mais valorizam num seguro automóvel. Já a qualidade é o factor mais importante para apenas 35% dos participantes neste inquérito.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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21
Jan 13

Crise faz cair seguros de acidentes de trabalho e automóvel

O desemprego está a afetar vários ramos de atividade do sector segurador, sendo um desses os acidentes de trabalho. Em 2012, o montante de prémios destes seguros ascendeu a 555,9 milhões de euros, uma queda de 10,6% face à produção do ano anterior, segundo os dados referentes aos prémios de seguro direto de 2012, divulgados pelo Instituto de Seguros de Portugal (ISP).

Só as quatro principais seguradoras no ramo de acidentes de trabalho, que representam mais de metade do mercado - Fidelidade, Açoreana, Tranquilidade e Axa -, registaram, no conjunto, uma quebra de 11% face a 2011.

"A redução da massa salarial segurável conduz necessariamente a uma diminuição do negócio. Adicionalmente, registou-se em 2012 uma forte competitividade entre os operadores a atuar no mercado português, o qual originou uma política de preços muito agressiva. O ISP continuará a dar especial atenção a essa matéria no corrente ano", afirmou José Almaça, presidente do ISP, em declarações ao Dinheiro Vivo.

Havendo menos pessoas empregadas, naturalmente os seguros de acidentes de trabalho, que são obrigatórios, têm vindo a registar uma forte descida. Se forem contabilizados os períodos de 2009 a 2012 a quebra dos prémios é ainda mais expressiva: 18%.

Os seguro de acidentes de trabalho garantem a eventual responsabilidade da entidade empregadora por acidentes ocorridos com os trabalhadores, no desempenho da atividade profissional. Além disso, também cobrem o denominado risco de trajeto, ou seja, os acidentes ocorridos no percurso de e para o local de trabalho.

Os números não deixam margem para dúvidas. Diariamente há mais 289 pessoas sem trabalho. No final de 2012, de acordo com o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), estavam registados 710 652 desempregados, o que corresponde a um aumento de 17,4%.

A confirmarem-se as projeções de aumento do desemprego para 2013, a queda nos seguros de acidentes de trabalho poderá vir a aumentar ainda mais este ano.

Produção de seguros cai 5,3%

O volume de produção de seguro direto em Portugal - incluindo todas as atividades do Ramo Vida e Não Vida - ascendeu a 11 mil milhões de euros. Um valor que se traduz num decréscimo de 5,3% face ao valor verificado em 2011.

"Efetuando uma análise por ramos, conclui-se que a evolução negativa que se registou no mercado segurador deveu-se essencialmente à quebra verificada no ramo Vida (6,9%), apesar da produção dos ramos Não Vida também ter registado uma variação negativa (2,2%)", adianta o ISP no relatório anual.

Nos seguros Vida foram sobretudo os PPR, penalizados em termos fiscais, que levaram a uma queda mais acentuada da produção; os ramos que mais contribuíram para a quebra verificada na produção de Não Vida foram os acidentes de trabalho e automóvel, que representam mais de 53% da carteira em análise.

Outros ramos

Automóvel

Os prémios de seguros do ramo automóvel ascenderam a 1.569 milhões de euros no ano passado, um valor que corresponde a uma queda de 5,4% face à produção verificada em 2011. A descida de vendas de automóveis novos e também de usados é a principal justificação para a redução deste sector, penalizando o ramo Não Vida.

Doença

Os seguros de doença contrariaram a tendência verificada no conjunto do sector e registaram uma subida. Segundo o ISP, no ano passado a produção destes seguros totalizou 552,8 milhões de euros. Um valor que corresponde a uma subida de 3,1% quando comparado com os 536,2 milhões de euros de prémios do ano anterior.

Marítimo e Transportes

O aumento das exportações das empresas portuguesas pode ser uma das justificações para se ter verificado um aumento dos seguros neste ramo de atividade. Os dados do ISP mostram que, em 2012, os prémios de seguros no ramo marítimo e de transportes ascendeu a 27,1 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 18% face a 2011.

Vida

Os Planos Poupança Reforma foram uma das principais razões para a queda da produção de 12,4% dos seguros de vida. Segundo o ISP, a redução do peso dos PPR, que em 2012 representaram 10,6% da produção do ramo Vida (17% em 2011), deve-se ao decréscimo da produção em 10%, fruto da redução dos incentivos fiscais.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/M

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03
Set 12

Seguros low-cost

Afinal, é possível poupar no médico. Uma das apólices que recomendamos trata-lhe da saúde por menos 2 mil euros do que a concorrência

Cuidados médicos
 | Saiba como escolher o melhor seguro de saúde, e qual o mais barato.


Depois das marcas brancas nos supermercados, dos voos ao preço da chuva e da gasolina mais barata, o conceito de low-cost chegou finalmente aos seguros de saúde. Mas será que chegou mesmo? A nova apólice comercializada pela Logo, seguradora telefónica do Grupo Espírito Santo, assenta num princípio básico: em vez de contratar um pacote predefinido de coberturas, como nos seguros tradicionais, o consumidor pode escolher apenas as que lhe interessam ou pode pagar. Numa altura em que as taxas moderadoras nos serviços públicos de saúde estão a aumentar e cada vez mais portugueses sentem dificuldade em pagar cuidados privados, a iniciativa pode ser interessante, ainda que não se trate de um verdadeiro seguro.

A DINHEIRO & DIREITOS pesquisou informação sobre aquele produto no portal da Logo e descobriu que só a modalidade de internamento é comparável aos seguros: por 96 euros anuais, paga hospitalizações e cirurgias até 15 mil euros na rede de prestadores associados à companhia. A título facultativo, pode contratar um sublimite de 2 mil euros para parto. As restantes coberturas do produto funcionam à semelhança dos cartões de saúde: permitem aceder a consultas de especialidade, análises e exames de diagnóstico com custo tabelado e conhecido à partida - por exemplo, 25 euros nas duas primeiras consultas e 12,50 nas seguintes. A partir de 60 euros anuais, o cliente também tem acesso à rede de dentistas e oftalmologistas convencionados, com descontos de 10% a 40% face ao preço de base destes atos médicos. A seguradora disponibiliza ainda um subsídio diário em caso de internamento e o acesso a uma rede de bem-estar, que inclui medicinas alternativas, termas e ginásios, entre outros.

Se pretende uma alternativa ao Serviço Nacional de Saúde e não pode pagar um seguro individual ou quer um produto que garanta sobretudo o pagamento de consultas da especialidade (em caso de cirurgia, prefere ser atendido no público), os cartões de saúde são uma opção a considerar. Os associados da Cruz Vermelha Portuguesa, do Automóvel Club de Portugal e da própria DECO podem ter acesso a um destes produtos com condições vantajosas. Antes de contratar, analise a rede de prestadores para apurar se a sua área de residência está bem servida. A maioria das redes disponibiliza esta informação nas suas páginas online. Por vezes, é difícil encontrar algumas especialidades médicas em zonas menos populosas. Faça também contas ao custo anual do cartão e ao desconto a que tem direito nos serviços médicos da rede. Se o primeiro for muito elevado, pode não compensar a redução no preço dos serviços.

Se pode pagar um produto mais abrangente, consulte o nosso artigo para saber qual dos seguros de saúde analisados responde melhor às suas necessidades.


Só para despesas avultadas
Atualmente, uma única seguradora pode comercializar vários planos de saúde com coberturas e capitais distintos, o que dificulta a escolha por parte do consumidor. Para o ajudar na decisão, selecionámos os quatro seguros mais abrangentes e baratos para dois níveis de cobertura.

No nível de cobertura mais simples, um dos planos só paga despesas de hospitalização e ambulatório. Este interessa, por exemplo, a um consumidor na casa dos 40 ou dos 50 anos, que pretende acautelar sobretudo internamentos e o pagamento de consultas gerais, de especialidade e exames. O segundo plano adiciona a cobertura de parto às anteriores. Este é uma mais-valia, por exemplo, para um casal jovem, mesmo que não pense ter filhos de imediato. Como a maioria dos seguros impõe um período de carência de 12 a 18 meses nesta cobertura, só no final desse período poderá apresentar despesas com a gravidez e o parto.

No nível de cobertura alargado, os planos que selecionámos pagam despesas com estomatologia, próteses e ortóteses e medicamentos, além das anteriores. Estes pacotes podem ser interessantes para famílias com crianças, que prevejam encargos com dentistas, óculos ou lentes, por exemplo. Também neste caso indicamos duas soluções: um plano de topo, mais caro, com uma cobertura mais abrangente e sem franquias, e um plano económico, com um capital inferior e uma franquia anual de 150 euros (ou seja, deixa a cargo do segurado o pagamento das primeiras despesas até àquele montante).

Um conselho: não escolha o seguro em função de coberturas "acessórias", como estomatologia, medicamentos ou próteses e ortóteses, incluídas nos pacotes alargados. Em regra, os limites de capital para estas despesas são reduzidos e as franquias elevadas, mesmo em alguns seguros que recomendamos. O Victoria Saúde, por exemplo, paga até 500 euros por ano para o conjunto daquelas coberturas. Se prevê gastos avultados com tratamentos dentários, como um pivot ou aparelho ortodôntico fixo, é preferível complementar o seu seguro de saúde com um seguro dentário. Além de ser relativamente barato, não impõe períodos de carência, limite de idade ou de encargos (ver DINHEIRO & DIREITOS 110, de março).

Tenha também em conta o valor das despesas comparticipadas pelo seguro, consoante seja atendido dentro ou fora da rede de profissionais e estabelecimentos com os quais aquele tem acordo. Em regra, dentro da rede convencionada, o cliente paga apenas uma pequena quantia por cada ato (15 euros para uma consulta de especialidade, por exemplo). Se for atendido fora da rede, por médicos ou em locais da sua confiança, é reembolsado entre 35% e 70% da despesa, consoante se trate de um seguro de assistência ou misto, respetivamente.


Poupar 2000 euros no médico
Para comparar os 44 planos, avaliámos as condições gerais de cada um, como as exclusões, limites de idade e períodos de carência, e as coberturas (limites de capital, comparticipações e franquias ou copagamentos). Porque as exclusões são determinantes na utilidade do seguro, penalizámos as apólices que excluem doenças preexistentes (todas excluem) e do foro psíquico, encargos com doenças epidémicas, sida, transplante de órgãos e hemodiálise, e despesas com calamidades naturais, greves, revolução ou terrorismo.

As apólices mais abrangentes são a Help Executive (Opções 1, 2 e 3), da Victoria, com Qualidade global entre os 79 e 84 por cento. Têm menos exclusões do que a concorrência, são válidas em todo o mundo, podem ser contratadas até aos 60 anos e não definem um limite de idade para permanência no seguro (a maioria das companhias fecha a porta ao segurado a partir dos 65 ou 70 anos). Em caso de doença, as coberturas podem ser ativadas de imediato. Contudo, o preço destas apólices não está ao alcance de todas as carteiras: custam entre 7150 e 8720 euros por ano para um casal de 35 anos com um filho de 5 anos.

Se não pode gastar tanto, opte por um dos quatro planos que, segundo a nossa análise, reúnem a melhor qualidade ao melhor preço. Com esta decisão poupa até 2000 euros anuais. Tomemos como exemplo um casal de 45 anos, com filhos de 12 e de 17 anos (ver perfis na página seguinte). Se contratar o + Saúde Familiar (Plano Maestoso), da Generali, esta família paga 3000 euros por ano. O seguro da Generali reembolsa até 100 mil euros para hospitalização, 10 mil para ambulatório, 5 mil para parto e 1000 para as coberturas de estomatologia, próteses e medicamentos. As comparticipações dentro da rede variam entre 90% e 100% na maioria das coberturas (exceto estomatologia, com 70%), e entre 60% e 80% se recorrer a profissionais fora da rede. As coberturas de assistência ambulatória e estomatologia têm uma franquia anual de 50 euros e por cada consulta de especialidade o cliente deverá pagar 12,50 euros. Com uma cobertura muito semelhante à anterior, o BES Saúde Top custa 5000 euros para uma família com o mesmo perfil. Esta apólice só está acessível a clientes do banco.

Para saber quanto irá pagar por um seguro para a sua família, consulte as tarifas no quadro ao lado e faça as contas. Some os prémios de cada elemento do agregado e aplique um desconto de 2,5%, de 5% ou de 10% consoante vá segurar 2, 3 ou 4 pessoas. Se já tem um seguro e quer saber como ficou classificado ou qual o prémio anual por idade da pessoa segura, consulte o nosso portal em www. deco.proteste.pt/segurosaude.



O nosso estudo
Fizemos um check-up a 44 apólices Em março, pedimos a 19 seguradoras com produtos no ramo de acidentes e doença que nos enviassem as condições dos seus seguros de saúde e os respetivos tarifários.

Oito não quiseram submeter-se à nossa análise: Açoreana, Europamut, Lusitania, Macif e Tranquilidade. A AXA e a Logo alegaram falta de disponibilidade e a Groupama disse estar a restruturar o seu produto.

No total, analisámos 44 apólices, que dividimos em dois níveis de cobertura: um pacote básico, que inclui hospitalização (na base de todos os seguros), e assistência ambulatória; e um pacote alargado que, além das anteriores, inclui parto e estomatologia. As apólices que recomendamos contemplam um capital mínimo de 50 mil euros para hospitalização.




Como ler o quadro

• Hospitalização Allianz inclui sublimites de capital de 2000 euros para próteses intracirúrgicas e 10 mil para quimioterapia. Na Victoria, o capital é comum à hospitalização, ambulatório e parto.

• Copagamento/franquia Na Victoria, a franquia é comum a todas as coberturas.

• Ambulatório Allianz, Ocidental e Generali comparticipam 100% em consultas e 90% em tratamentos e exames.

• Parto Na Ocidental, o limite anual está incluído na cobertura de hospitalização.

• Estomatologia Limite anual na Victoria comum às coberturas de estomatologia, próteses e medicamentos.
fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/
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16
Jun 12

Descomplique os seguros

Os seguros são, por vezes, quebra-cabeças para quem os subscreve junto das entidades seguradoras, sejam eles seguros de saúde, de vida, automóvel ou qualquer outro. Para estar protegido dos infortúnios é imprescindível conhecer todos os termos mais técnicos que os contratos de seguros apresentam, de forma a evitar dúvidas na hora de os subscrever. O Saldo Positivo mostra-lhe alguns conceitos relacionados com os seguros que podem tornar a subscrição menos complicada.


Conhecer os seguros ao pormenor é meio caminho para o sucesso na subscrição

Ata Adicional: A ata adicional aparece quando o Tomador do seguro propõe algumas alterações às condições presentes no contrato e a seguradora as aceita. A ata adicional é então o documento que assinala as alterações ao contrato.

Apólice: É o conjunto de documentos que constituem o contrato de seguro, na qual são regulados os direitos e as obrigações de ambas as partes.

Apólice Cupão: São apólices de formato reduzido que são usadas, sobretudo, em seguros de curto prazo, como é o caso dos seguros de viagem.

Bonificação: É a redução do prémio de renovação do contrato de seguro, quando são verificadas algumas cláusulas fixadas na apólice, como por exemplo, a ausência de sinistros.

Capital Seguro: É o valor atribuído pelo Tomador do Seguro aos bens ou às responsabilidades que limita a responsabilidade da seguradora.

Certificado de Seguro: É o documento que comprova a existência do seguro, devendo ser  substituído por uma apólice. Por exemplo, o Seguro Provisório no Seguro Automóvel, que é depois substituído pela Carta Verde.

Contrato de capitalização:  É o contrato pelo qual uma empresa de seguros se compromete a pagar um capital, fixo ou indexado, no vencimento do contrato. Esse pagamento pode ser periódico ou apenas de uma vez, no fim do contrato. Está associado aos seguros de capitalização (investimento) que protegem uma poupança.

Descoberto obrigatório: É o valor do capital seguro que o segurado não pode fazer garantir por uma empresa de seguros.

Franquia: É a parte dos danos que fica a cargo do segurado em caso de sinistro e pode ser fixo ou percentual variando de seguradora para seguradora.

Perda total: A perda total acontece quando o bem que está segurado sofre danos cujo custo de reparação após o sinistro, acrescido do valor do salvado, ultrapassa o valor antes do sinistro.

Período de carência: É o período de tempo com início na data do contrato de seguro durante o qual a garantia de certos riscos não produz efeitos.

Prémio: É o preço (anual, trimestral ou mensal) a pagar pelo Tomador do Seguro à empresa seguradora.

Tomador de seguro: É a pessoa singular ou coletiva que celebra o contrato de seguro com a empresa de seguros, sendo responsável pelo pagamento do prémio.

fonte:http://www.saldopositivo.cgd.pt/

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02
Jun 12

Que seguros para a sua casa?

Fazer um crédito à habitação envolve mais do que um contrato assinado entre o banco e o cliente. Existem alguns aspetos obrigatórios, como os seguros.

A lei só exige uma apólice para cobrir o risco de incêndio a quem vive em propriedade horizontal, no entanto, os produtos multirrisco têm vindo a ganhar adeptos.

Por mais algum dinheiro, a sua casa – um dos seus maiores investimentos – passa a estar protegida de outros azares e riscos, como inundações, tempestades ou sismos.

 

 

Seguro de Incêndio

O seguro de incêndio cobre risco de danos provocados no imóvel por incêndio e é obrigatório para os edifícios em regime de propriedade horizontal. Deve cobrir cada fração autónoma e as partes comuns do edifício (telhado, escadas, elevadores, garagem, etc). Além da obrigatoriedade, a vantagem é óbvia: em caso de danos, não terá de retirar dinheiro do seu orçamento familiar para pagar os estragos.

O seguro deve ser feito pelos proprietários de cada fração (condóminos). Se estes não o fizerem, deverá ser o administrador do condomínio a fazê-lo, sendo depois reembolsado pelos condóminos.

Seguro Multirriscos

Se o seguro obrigatório só cobre danos causados por incêndios nas habitações, partes comuns de edifícios em propriedade horizontal e bens que tenham sido danificados devido ao calor, fumo, explosão ou destruição provocada pelo salvamento, o multirrisco oferece um conjunto de coberturas opcionais e pode ainda incluir uma cobertura de responsabilidade civil.

Alguns exemplos das proteções adicionais que o multirrisco pode incluir são danos causados por inundações, tempestades e riscos elétricos, reparação de danos causados nos bens móveis, indemnização por furto ou roubo, responsabilidade civil do segurado e agregado e indemnizações em caso de morte do segurado ou cônjuge, na sequência de incêndio, queda de raio, explosão ou roubo, ocorrido na habitação.

O prémio é calculado em função das coberturas contratadas, mas não só. O nível de risco também é um fator decisivo, pelo que caraterísticas como o tipo de construção, materiais e localização são cruciais para definir o prémio a pagar pelo seguro.

Seguro de vida

Em Portugal, é normal os bancos exigirem a contratação de um seguro de vida que garanta o pagamento do crédito em caso de morte ou invalidez do devedor. Este é um dos elementos requeridos pelas instituições financeiras como garantia do empréstimo para o imóvel.

A apólice pode ser contratada em qualquer seguradora, mas, regra geral, compensa subscrever o produto no banco onde contrai o empréstimo, pois poderá ser sinónimo de um spread mais baixo.

Às instituições bancárias e seguradoras cabe a tarefa de apresentar a informação de forma clara, nomeadamente das comissões e despesas. As instituições estão obrigadas a publicitar o valor da comissão e despesas nos preçários que devem manter afixados nos seus balcões e nos respetivos portais bancários nainternet.

Seguro de desemprego

Como o próprio nome indica, este é um seguro que ajuda a salvaguardar as despesas relacionadas com o crédito à habitação em caso de desemprego ou baixa médica. O objetivo é ajudar as pessoas a respeitarem os compromissos financeiros com os bancos em caso de uma perda de rendimentos. Estes seguros cobrem 6 a 12 meses de despesas, consoante a situação. O seguro mantém-se mesmo que esteja a receber alguma prestação da Segurança Social por baixa médica.

fonte:http://www.saldopositivo.cgd.pt/

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10
Mai 12

Seguradoras: Portugueses reclamaram menos em 2011

As seguradoras receberam no ano passado menos 2386 reclamações do que em 2010, num total de 26632 queixas, mas em contrapartida aumentaram as respostas desfavoráveis aos segurados, revelou esta quinta-feira a Associação Portuguesa de Seguradores (APS).

"Os resultados demonstram o progresso feito no sector segurador, revelando que é cada vez mais credível e tem melhor imagem", afirmou o presidente da APS, Pedro Seixas Valle, na apresentação do balanço de reclamações do sector em 2011 que revela também uma redução no tempo de resposta às queixas que agora é de 9,2 dias, menos quatro dias do que em 2010.

A quantidade de reclamações endereçadas às seguradoras, directa ou indirectamente (via DECO, provedor, instituto de seguros), diminuiu 8,2 por cento no ano passado, mas o ramo automóvel (que pesa quarenta por cento no sector) contribuiu apenas com uma redução nas reclamações de 1,4 por cento.

fonte:http://www.cmjornal.xl.pt/


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17
Abr 12

Seguros: como saber quais é que valem a pena?

Os portugueses não são grandes fãs de seguros. Este é um tema pouco explorado e pouco popular, porque associamos os seguros a mais um custo a suportar e as companhias de seguros nem sempre têm uma boa imagem junto dos clientes. Para além disso, e como é costume, pensamos que o mal só acontece aos outros. O problema mais importante é, no entanto, outro: temos um Estado que habituou os cidadãos a depender dele. Mas há seguros que valem a pena.

E de alguns não conseguimos fugir: os seguros para efeitos de crédito à habitação (seguro de vida e multiriscos, por exemplo) e o seguro automóvel são obrigatórios. 

Depois, vão ganhando popularidade os seguros de saúde, mas, mesmo assim, são subscritos por uma franja ainda muito reduzida da população. 

Existem ainda outras áreas cobertas pelos seguros. Devemos analisá-las agora mais do que nunca, já que o Estado e a Segurança Social não conseguem socorrer-nos como noutros tempos, dada a necessidade de assegurar a sustentabilidade de um sistema que aparenta ser insustentável a médio prazo.

Por que não tomarmos, de forma mais ativa, as rédeas à nossa vida financeira, assumindo a responsabilidade e a obrigação de assegurar o nosso futuro e o da nossa família?

Claro que, para isso, não precisamos de aderir a todos os seguros. Mas há riscos que podem e devem ser acautelados, segundo a Escola Financeira. 

Quais são então as alternativas? A solução passa por procurar aconselhamento de um consultor independente. Não daqueles que trabalham em exclusivo para uma determinada companhia de seguros, mas um consultor autónomo. Essa autonomia garante que ele ganhará o seu dinheiro independentemente da companhia que nos recomenda. 

Estes corretores são, para além do mais, uma vantagem adicional na capacidade de negociar, porque como negoceiam grandes quantidades de seguros, têm um poder negociar superior ao nosso enquanto particulares. E, assim, tenderão a ter os melhores produtos para os seus segurados. 

Outra alternativa a ter em conta prende-se com os protocolos entre entidades a que nos podemos associar, como é o caso do Automóvel Clube de Portugal, o Inatel, entre outros. O importante é procurar protocolos que lhe permitam poupar. Às vezes, até a nossa entidade patronal tem protocolos deste género em curso.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/e

 

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