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Jun 11

Seguro automóvel. Escolha a melhor oferta e poupe alguns trocos

É possível economizar mais de mil euros se escolher a seguradora certa. Esse valor poderá ser superior no caso dos mais novos.

 

Quer economizar até mil euros por ano num seguro automóvel? Pois bem, é possível. A Associação de Defesa do Consumidor (Deco) analisou várias ofertas e chegou à conclusão que é possível economizar até mil euros por ano na companhia certa face à média do mercado. Essa poupança poderá atingir os 1200 euros anuais no caso dos mais novos. A diferença foi obtida da análise de 192 preços. 

A verdade é que escolher um seguro automóvel nem sempre é uma tarefa fácil tendo em conta o número de seguradoras que actuam no mercado nacional. A oferta é alargada e o desafio é saber escolher o produto que mais se adequa às suas necessidades e à sua carteira. Uma questão que ganha maior relevo considerando que o orçamento familiar dos portugueses é cada vez mais apertado com a implementação de novas medidas de austeridade, com o congelamento dos salários e com o agravamento de impostos. A verdade é que a opinião é unânime junto das seguradoras: os prémios já subiram e vão continuar a aumentar. Não só devido à crise económica como também aos elevados níveis de sinistralidade. 

Mas antes de começar a analisar os produtos terá de definir primeiro a modalidade que prefere - seguro obrigatório ou de danos próprios - e ter em conta alguns critérios que condicionam o preço. Além do modelo, do ano e da cilindrada do carro, há também que ter em conta a idade do condutor, os anos de carta e a localidade onde vive. Se vive na cidade então prepare-se para pagar mais, já que a seguradora entende que o nível de risco é mais elevado (ver caixa ao lado). 

Se pretende contratar só o seguro de responsabilidade civil, "não tem de se preocupar, pois é igual em todas as companhias. Pelo contrário, a qualidade do seguro facultativo varia", revela a Deco (ver tabela). 

Segundo a associação, se os clientes não mudam de seguro há mais de três anos então está na altura de sondar a concorrência. "Neste caso, e tal como já acontece nos créditos bancários e nos pacotes de telecomunicações, o consumidor conquistou o poder de negociar quanto paga". 

i fez uma ronda pelo mercado e deixa aqui alguns conselhos de forma a escolher o melhor produto. Analisámos as ofertas das seguradoras com maior quota de mercado - Caixa Seguros (inclui a Fidelidade Mundial e a Império Bonança, que juntas têm cerca de 25% da quota) e a Axa - segundo os últimos dados da Associação Portuguesa de Seguradoras (APS).

Oferta variada A Caixa Seguros comercializa o Liber 3G na rede Fidelidade Mundial e o AU-TO-IB na Império Bonança. Apesar da diferenciação na marca, a oferta é idêntica. "Trata-se de uma oferta flexível com soluções de protecção adequadas a vários perfis de cliente e com características inovadoras", revela. 

Devido à actual situação económica, a Caixa Seguros acredita que vamos assistir "a uma alteração de hábitos de utilização dos veículos por alguns consumidores, o que vai também exigir alguma diversificação da oferta e um maior foco na inovação". A pensar nisso, a seguradora do grupo Caixa Geral de Depósitos promete "fazer um acompanhamento contínuo do mercado para identificar necessidades de melhoria do nosso produto, com o objectivo de o tornar mais atractivo para o consumidor, até face às evoluções decorrentes do parque automóvel". 

Com ou sem crise, a verdade é que os consumidores continuam a dar preferência aos seguros de danos próprios. Tanto a Fidelidade como a Tranquilidade admitem que o seguro automóvel é uma das primeiras despesas a ser revistas pelos consumidores com o objectivo de reduzir os gastos mensais. Apesar desta tendência, as seguradoras revelam que, ao contrário do que era previsível, "há clientes que neste actual contexto económico parecem valorizar mais as coberturas de danos próprios. Querem sentir que têm um seguro que, mais do que garantir os danos ao veículo em caso de acidente, lhe retira a pressão orçamental decorrente de um azar, quando já têm tantas outras despesas com que se preocupar". 

Já a AXA Portugal disponibiliza quatro pacotes, correspondentes a quatro níveis de protecção, que se diferenciam pelas motivações de compra e, por sua vez, pelo binómio preço/cobertura, revela a directora de oferta e segmentos estratégicos, Alexandra Catalão. No entanto, a responsável admite que em "tempos de crise, quando o rendimento disponível das famílias se reduz, existem clientes que se vêem obrigados a prescindir de um seguro que lhes ofereça uma maior protecção e, por outro lado, existem clientes que querendo reforçar os seus níveis de poupança estão disponíveis para os seguros com um nível de protecção intermédio. Neste enquadramento e num contexto de crise, diria que existem mais clientes disponíveis à compra de um seguro automóvel que é apenas obrigatório por lei". Para fazer face ao actual contexto económico, a seguradora prepara-se para lançar uma nova opção. Segundo Alexandra Catalão, esta nova alternativa "irá estar direccionada para um perfil de clientes específico e assumirá um binómio preço/coberturas mais atractivo".

fonte:http://www.ionline.pt/c

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22
Set 10

Europa tem novo seguro agrícola

O novo seguro agrícola foi aprovado pelo Parlamento Europeu (PE), com base num relatório do eurodeputado comunista João Ferreira. Um documento sobre a prevenção de catástrofes naturais ou provocadas pelo homem que propõe a adopção de uma série de medidas, entre as quais a criação deste seguro agrícola público europeu.

O relatório, aprovado por larga maioria do PE, insta o executivo comunitário a apresentar uma proposta relativa a um regime de seguro europeu «susceptível de mais bem abordar os riscos e a instabilidade dos rendimentos dos agricultores relacionados com catástrofes naturais ou provocadas pelo homem».

Os eurodeputados consideram «urgente que um sistema de compensação mínima no que se refere a catástrofes naturais ou provocadas pelo homem seja igualmente acessível aos agricultores de todos os Estados-Membros».

Segundo o PE, a Comissão e os Estados-Membros devem incluir no cálculo dos prémios agro-ambientais os custos suplementares suportados pelos agricultores, visando a adopção de medidas de prevenção de incêndios (limpeza dos corta-fogos, remoção da vegetação arborícola morta, trabalho do solo ao longo do perímetro das parcelas de terra, etc.), bem como de medidas em matéria de escoamento das águas (limpeza de valas de recepção e canais).


UE deve privilegiar intervenções na floresta e orla costeira

Para além deste seguro, o relatório propõe um conjunto de acções que devem ser alvo de «apoio privilegiado» da União Europeia (UE) – como a limpeza e reordenamento de florestas e intervenções de protecção e defesa da orla costeira –, a criação de um quadro financeiro «apropriado» e iniciativas legislativas no domínio da prevenção dos fogos e em matéria de escassez de água e de seca.

O Parlamento Europeu considera que «as medidas de prevenção em vigor se têm revelado insuficientes» e insiste na necessidade de uma «abordagem completa» à prevenção de catástrofes, que «exigem uma resposta eficaz a nível europeu, assente na solidariedade», salienta o relatório de João Ferreira.

O eurodeputado defende o reforço da cooperação, quer a nível regional quer ao nível da UE e a criação de um «quadro financeiro apropriado», dotado de adequados recursos financeiros para a prevenção e luta contra as catástrofes.

fonte:ambienteonline

publicado por adm às 22:29 | comentar | favorito
01
Set 10

Novas regras para seguros na agricultura em 2011

A Comissão Europeia tem em estudo a criação de um sistema de seguros de rendimentos, uma medida incluída nas suas propostas de reforma da PAC após 2013.

 

As propostas de revisão do sistema de seguros agrícolas, inscrita no Orçamento do Estado, já chegaram ao Ministério da Agricultura e vão avançar já na próxima campanha agrícola, revelou hoje o ministério da Agricultura. 

“O grupo de trabalho dos seguros agrícolas já concluiu e remeteu ao ministro o relatório preliminar”, afirmou à Lusa fonte do gabinete do ministro da Agricultura, António Serrano, que vai agora “avaliar” as propostas feitas pelos representantes dos agricultores (CAP e Confagri), das seguradoras (associação e instituto) e do Governo, que integraram aquele grupo de trabalho. 

O ministro António Serrano, segundo aquela fonte, vai agora reunir com os sectores dos seguros e da agricultura para dar a conhecer o estudo elaborado pelo grupo de trabalho e começar a discutir as propostas feitas. 

O estado português possui, desde 1996, um sistema bonificado de seguros agrícolas – o Sistema Integrado de Protecção Contra as Aleatoriedades Climáticas, SIPAC – cuja fraca adesão dos agricultores tem colocado sobre a mesa a inevitabilidade de uma revisão do actual sistema. “Uma das soluções pode ser uma alteração do SIPAC”, acrescentou aquela fonte do ministério da Agricultura, adiantando que o grupo de trabalho dos seguros agrícolas foi criado “quando o ministro detectou inadequações ao sistema vigente”. 

O próprio grupo de trabalho, na proposta entregue ao Ministério, propôs que os seguros florestais e de pecuária passem também a ser comparticipados pelo Estado. A devastação registada no ano passado na agricultura da região Oeste e do Algarve, por causa do mau tempo, trouxe à tona a questão dos seguros agrícolas, que os agricultores dizem ser demasiado dispendiosos para os seus rendimentos e que deixa de fora a cobertura de muitos riscos a que estão sujeitos os agricultores. 

As actuais coberturas do seguro de colheitas abrangem risco contra incêndios, queda de raio, explosão e granizo, além de coberturas complementares como tornado, geada, tromba de água ou queda de neve. A vinha representa metade do valor da produção agrícola segura em Portugal, com um valor médio por hectare próximo dos 2.500 euros, segundo dados do Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP). 

A grande maioria dos agricultores seguros, cerca de 90%, são viticultores, até porque cultivam frequentemente em zonas de elevado risco, ascendendo o capital seguro da vinha a 146 milhões de euros em 2006, representando aquele capital metade do valor total da produção segura. 

As alterações climáticas, e em especial a subida de temperatura, acentuou a necessidade de uma revisão do sistema de seguros também para forçar as seguradoras a começar a assegurar a cobertura de novos riscos associados ao aquecimento do planeta e à subida do nível do mar. 

Também a Comissão Europeia tem em estudo a criação de um sistema de seguros de rendimentos, uma medida incluída nas suas propostas de reforma da PAC após 2013.

fonte:RR

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