04
Jul 11

Seguro de vida: conceitos pouco claros em 18 apólices

Multiplicam-se as definições de invalidez nas apólices do seguro de vida. Denunciámos a disparidade de critérios ao Instituto de Seguros de Portugal.

 

Há dois tipos principais de cobertura de invalidez, com designações semelhantes, mas abrangências e preços diferentes. Na maioria das companhias, a invalidez total e permanente garante o pagamento do capital, caso o consumidor, na sequência de doença ou acidente, fique total e permanentemente incapacitado de exercer a sua profissão ou outra atividade remunerada compatível com as suas aptidões e conhecimentos. Cumulativamente, deve ter um grau de desvalorização superior a 65% na tabela nacional de incapacidades. A invalidez deve ainda estar clinicamente consolidada e ser irreversível.

Já a invalidez absoluta e definitiva define-se como a incapacidade permanente e irreversível do segurado exercer qualquer atividade remunerada, tendo de recorrer à assistência contínua de uma terceira pessoa para os atos do dia-a-dia, como alimentar-se. Sem qualquer uniformidade, as coberturas variam consoante a companhia e são vendidas sob designações diversas.

Resultado: decifrar a apólice é um desafio e comparar propostas, uma missão impossível. Por exemplo, na AXA, a invalidez absoluta e definitiva chama-se invalidez total permanente e definitiva. Mistura termos usados pelas restantes seguradoras, o que é confuso. Na Zurich, escolher é ainda mais penoso. Disponibiliza não duas, mas cinco coberturas: invalidez total e definitiva, invalidez absoluta e permanente, invalidez absoluta e permanente a 70%, invalidez total e permanente e invalidez total e permanente a 66,66 por cento.

Os obstáculos continuam. Para fixar a percentagem de invalidez, algumas seguradoras aplicam a tabela nacional de incapacidades; outras, a de avaliação de incapacidades permanentes em Direito Civil.

Consumidores exigem decisões esclarecidas
É urgente travar a criatividade das seguradoras e impedir a existência de mais do que dois tipos de invalidez, sob pena de o consumidor desconhecer aquilo que está a contratar e usar o preço como único fator de decisão. Se vai contratar este seguro por causa do crédito da casa, recomendamos a cobertura de invalidez total e permanente.

fonte:http://www.deco.proteste.pt/

publicado por adm às 15:59 | comentar | favorito
01
Dez 10

Cuidados a ter quando contrata um seguro de vida

A actualização mensal do capital do seguro de vida associado ao crédito à habitação permite poupar. Mas firmas reagem com revisão de tarifas.

Todos os bancos exigem um seguro de vida aos titulares de crédito à habitação. O objectivo é garantir que, em caso de falecimento ou invalidez de algum dos titulares, a dívida ao banco é saldada. Daí o seguro ser contratado pelo montante do crédito. Contacte o seu banco e confirme se a actualização do capital é feita todos os meses.

Menos encargos só para alguns
Todos os meses, o empréstimo é amortizado e o valor em dívida diminui. Mas nem sempre acontece o mesmo com o capital associado ao seguro de vida que contratou.

Em Dezembro de 2009, um diploma legal determinou que aquele tinha de ser actualizado com a mesma periodicidade com que é pago o empréstimo: na maioria dos casos, todos os meses. Esta medida fazia prever uma diminuição dos encargos, mas o objectivo principal não foi atingido. O diploma não era claro quanto aos contratos em que deveria ser aplicado e a maioria das instituições só fizeram a actualização nos créditos contratados após a entrada em vigor da lei. Nos mais antigos, o consumidor tinha de pedir a alteração.

Para ultrapassar este problema, em Fevereiro de 2010, o Instituto de Seguros de Portugal recomendou que os titulares dos seguros de vida associados a créditos à habitação fossem informados da opção pela actualização mensal do capital. Mas nem todas as instituições o fizeram. Pior: algumas, para compensar a perda de receita devido ao novo diploma, passaram a actualizar todos os meses as tarifas em função da idade das pessoas seguras. Na prática, o prémio mensal, em vez de diminuir, pode aumentar alguns cêntimos.

Faça contas antes de mudar
Se a sua seguradora o informou da opção pela actualização mensal, verifique se compensa. Caso não tenha havido comunicação, contacte a instituição para apurar se o capital é actualizado todos os meses. Se não for, exija uma simulação para saber quanto pagaria com aquela modalidade.

Uma lei criada com o objectivo de proteger os consumidores acabou por ter efeitos contrários e tornar-se penalizadora. Numa altura em que os orçamentos das famílias estão mais apertados do que nunca, são bem-vindas todas as medidas que possam aliviar a despesa mensal. Mas as seguradoras encontraram um modo de ganhar com a situação, o que é uma atitude bastante criticável. A Deco promete ficar atenta a este assunto. Acompanhe os alertas da associação em www.deco.proteste.pt

Seguradoras penalizam consumidores
Dada a lacuna do diploma publicado, cabe ao Instituto de Seguros de Portugal obrigar, desde já, todas as seguradoras informar os consumidores da possibilidade de optar pela actualização mensal do seguro de vida associado ao crédito habitação. As companhias também devem ser obrigadas a enviar aos clientes uma simulação com o valor que pagam e o novo prémio. O consumidor só tem de optar situação mais vantajosa. Não podemos deixar de criticar o facto de as seguradoras aproveitarem a lei para actualizar a tarifa todos os meses, penalizando os consumidores. Para acabar com este cenário, apresentámos as conclusões ao ISP e à Secretaria de para a Defesa do Consumidor.

fonte:economico

publicado por adm às 23:55 | comentar | favorito
18
Nov 10

Seguros do ramo vida crescem 29,6%

Os tempos actuais de crise e a incerteza face ao futuro, tem levado os portugueses a canalizarem as suas poupanças em planos de poupança reforma, seguros de capitalização e em seguro de vida com opção de rendas vitalícias. Os dados do Instituto de Seguros de Portugal mostram que nos primeiros nove meses deste ano, os seguros do ramo vida cresceram 29,6 por cento face ao mesmo período deste ano.

Só com os planos de poupança reforma, as seguradoras captaram 2,4 mil milhões de euros em investimentos, o que representa um crescimento de 18,2 por cento em termos homólogos. Já os seguros do ramo não vida ( seguro automóvel, seguro acidentes de trabalho, seguro de saúde, etc) apenas aumentaram 0,8 por cento, o que traduz a quebras de vendas de viaturas, mais desemprego e uma diminuição do consumo. No conjunto os resultados líquidos das seguradoras ultrapassaram os 272 milhões de euros, com 33 das 47 seguradoras supervisionadas pelo ISP a apresentarem lucros.

fonte:http://www.saldopositivo.cgd.pt/seguros-do-ramo-vida-crescem-296/

publicado por adm às 23:04 | comentar | favorito