Um seguro para fazer face aos principais imprevistos que podem atingir a sua casa durante as férias custa entre 148 e 240 euros, por ano.
O mês preferido pelos portugueses para gozar um merecido descanso após o longo ano de trabalho, está mesmo a chegar. Contudo, Agosto é também uma altura privilegiada para que os "amigos do alheio" arregacem as mangas. Para ir de férias descansado, o melhor é deixar a sua casa protegida. Apesar de não existir um seguro exclusivo para proteger os imóveis de roubos, as apólices dos seguros multiriscos habitação permitem incluir coberturas que abrangem este tipo de situações. A este propósito, o Diário Económico analisou a oferta das cinco maiores seguradoras do ramo não vida a operar em Portugal para perceber quanto cobram por este tipo de seguros e as condições em que o fazem. Para isso, consideramos as soluções da Fidelidade Mundial, Império Bonança, Axa Seguros, Tranquilidade e Zurich Portugal.
As soluções analisadas custam desde 148 euros mas podem chegar aos 240 euros anuais, consoante a seguradora e o que se está a proteger. Para esta análise foi considerado o cenário de um imóvel situado em Lisboa e construído em 2005, com uma área bruta de 120 metros quadrados e cujo valor de reconstrução é de 150 mil euros. Foi ainda acrescido um seguro de recheio avaliado em 25 mil euros e a cobertura de risco sísmico.
Atendendo a que os pacotes base disponibilizados por estas cinco seguradoras apresentam em alguns casos coberturas bastante diferentes, optamos por comparar produtos que incluíssem um conjunto mínimo de coberturas. Segundo Mónica Dias, da Deco, são 10 as mais importantes: incêndio, queda de raio e explosão; danos por água; furto ou roubo, fenómenos sísmicos; responsabilidade civil; tempestades; inundações; privação temporária; demolição e remoção de escombros; e aluimentos de terras. "Consideramos esse conjunto fundamental, quer pela frequência, quer pelo valor dos danos que podem ocorrer", explica. Segundo a especialista em seguros da Deco, independentemente de estarmos ou não no Verão incluir no seguro multiriscos habitação o recheio do imóvel é sempre muito importante, até porque como explica, a maior parte dos problemas que acontecem estão relacionados com situações como fugas de água ou torneiras mal fechadas.
Com base em simulações efectuadas através dos sites das seguradoras e das linhas de apoio ao cliente, para cobrir este tipo de situações a Tranquilidade é a que apresenta o seguro com o encargo mais baixo no valor de 148 euros por ano, enquanto que do lado oposto está a Zurich Portugal com a solução mais cara no total de 242,2 euros de prémio anual. No entanto, é importante ter em consideração que o seguro da Zurich para além de incluir um leque de coberturas mais abrangente também não assume o pagamento de franquias mínimas por parte do cliente. O mesmo não se passa com o seguro da Tranquilidade. A maioria das coberturas assume uma franquia de 100 euros que fica a cargo do cliente caso este proceda à activação do seguro.
No entanto, são aconselhadas algumas cautelas na contratação de um seguro desta natureza. De acordo com Mónica Dias, uma das mais importantes é a correcta avaliação quer do imóvel, quer dos bens que se pretende segurar. Isto porque se o valor indicado no seguro for superior ou inferior ao real, sujeita-se a não receber uma indemnização justa em caso de sinistro. No caso do recheio, a solução é pegar em papel e lápis e de divisão em divisão calcular quanto teria de dispender para comprar em novo todos os bens que lá tem. Além disso, no caso de objectos considerados especiais como jóias, obras de arte, colecções, máquinas fotográficas ou computadores é a aconselhável fazer uma avaliação individual. Como segurança deve ser acrescentada uma margem de 20% no valor do recheio. E não se esqueça de actualizar a lista de bens segurados, pelo menos de quatro em quatro anos. Já no caso do valor do imóvel, deve considerar quanto teria de desembolsar para reconstruir a sua casa , e não o valor de mercado. Para além da área útil do imóvel deve ser tida em conta a fracção das zonas comuns correspondente. "Fazer uma prospecção de mercado, avaliar bem as coberturas que mais nos convêm, ter em conta que muitas vezes as apólices mais baratas têm menos coberturas e recorrer aos serviços de um mediador que trabalhe com várias seguradoras" são outros dos conselhos avançados pela especialista da Deco que o podem ajudar a ter o seguro à medida do seu bolso.
Oferta das maiores seguradoras considerando 10 coberturas básicas
Fidelidade/Bonança
Para um capital de paredes de 150 mil euros e de um recheio avaliado em 25 mil euros, a Império Bonança e a Fidelidade Mundial cobram um prémio anual de 222,75 euros (ambas pertencem ao grupo CGD). Apesar de ser o segundo mais caro, uma das principais vantagens do "Seguro Casa" é o facto de não serem cobradas franquias ao cliente nas diferentes situações em que o seguro possa ser accionado.
Axa
O "Domus- Creditus" da Axa é o segundo mais barato, com um custo anual de 217,89 euros. Contudo, a partir do segundo ano é cobrado um prémio anual suplementar de 2,66 euros (protecção jurídica e assistência Lar). Na maioria das coberturas básicas não são cobradas franquias. Isto apenas acontece nas de tempestades e inundações (5% e mínimo de 60 euros), danos por água (10% e mínimo de 60 euros) e aluimentos de terras (10% e mínimo 100 euros).
Tranquilidade
O "Tranquilidade Casa" é o produto mais barato no universo analisado, com um prémio anual de 148 euros. O principal inconveniente, é o facto de ser exigido o pagamento de uma franquia de 100 euros na maioria das situações em que o seguro pode ser accionado. Para os danos no imóvel provocados por roubo ou furto o capital a segurar tem um montante máximo de 2.500 euros. Já nas coberturas para o recheio, o capital para furto ou roubo aplica-se a partir de 25 mil euros.
Zurich
É o mais caro dos seguros multiriscos analisados: custa 240,2 euros por ano. Contudo, é importante ter em consideração que o "Zurich Lar", para além de incluir um leque de coberturas mais abrangente, também não assume o pagamento de franquias mínimas por parte do cliente no caso de accionamento das coberturas. Algumas das coberturas que abrange são, no entanto, desnecessárias na maioria dos casos.
fonte:http://economico.sapo.pt/