Seguro automóvel. Escolha a melhor oferta e poupe alguns trocos
É possível economizar mais de mil euros se escolher a seguradora certa. Esse valor poderá ser superior no caso dos mais novos.
Quer economizar até mil euros por ano num seguro automóvel? Pois bem, é possível. A Associação de Defesa do Consumidor (Deco) analisou várias ofertas e chegou à conclusão que é possível economizar até mil euros por ano na companhia certa face à média do mercado. Essa poupança poderá atingir os 1200 euros anuais no caso dos mais novos. A diferença foi obtida da análise de 192 preços.
A verdade é que escolher um seguro automóvel nem sempre é uma tarefa fácil tendo em conta o número de seguradoras que actuam no mercado nacional. A oferta é alargada e o desafio é saber escolher o produto que mais se adequa às suas necessidades e à sua carteira. Uma questão que ganha maior relevo considerando que o orçamento familiar dos portugueses é cada vez mais apertado com a implementação de novas medidas de austeridade, com o congelamento dos salários e com o agravamento de impostos. A verdade é que a opinião é unânime junto das seguradoras: os prémios já subiram e vão continuar a aumentar. Não só devido à crise económica como também aos elevados níveis de sinistralidade.
Mas antes de começar a analisar os produtos terá de definir primeiro a modalidade que prefere - seguro obrigatório ou de danos próprios - e ter em conta alguns critérios que condicionam o preço. Além do modelo, do ano e da cilindrada do carro, há também que ter em conta a idade do condutor, os anos de carta e a localidade onde vive. Se vive na cidade então prepare-se para pagar mais, já que a seguradora entende que o nível de risco é mais elevado (ver caixa ao lado).
Se pretende contratar só o seguro de responsabilidade civil, "não tem de se preocupar, pois é igual em todas as companhias. Pelo contrário, a qualidade do seguro facultativo varia", revela a Deco (ver tabela).
Segundo a associação, se os clientes não mudam de seguro há mais de três anos então está na altura de sondar a concorrência. "Neste caso, e tal como já acontece nos créditos bancários e nos pacotes de telecomunicações, o consumidor conquistou o poder de negociar quanto paga".
O i fez uma ronda pelo mercado e deixa aqui alguns conselhos de forma a escolher o melhor produto. Analisámos as ofertas das seguradoras com maior quota de mercado - Caixa Seguros (inclui a Fidelidade Mundial e a Império Bonança, que juntas têm cerca de 25% da quota) e a Axa - segundo os últimos dados da Associação Portuguesa de Seguradoras (APS).
Oferta variada A Caixa Seguros comercializa o Liber 3G na rede Fidelidade Mundial e o AU-TO-IB na Império Bonança. Apesar da diferenciação na marca, a oferta é idêntica. "Trata-se de uma oferta flexível com soluções de protecção adequadas a vários perfis de cliente e com características inovadoras", revela.
Devido à actual situação económica, a Caixa Seguros acredita que vamos assistir "a uma alteração de hábitos de utilização dos veículos por alguns consumidores, o que vai também exigir alguma diversificação da oferta e um maior foco na inovação". A pensar nisso, a seguradora do grupo Caixa Geral de Depósitos promete "fazer um acompanhamento contínuo do mercado para identificar necessidades de melhoria do nosso produto, com o objectivo de o tornar mais atractivo para o consumidor, até face às evoluções decorrentes do parque automóvel".
Com ou sem crise, a verdade é que os consumidores continuam a dar preferência aos seguros de danos próprios. Tanto a Fidelidade como a Tranquilidade admitem que o seguro automóvel é uma das primeiras despesas a ser revistas pelos consumidores com o objectivo de reduzir os gastos mensais. Apesar desta tendência, as seguradoras revelam que, ao contrário do que era previsível, "há clientes que neste actual contexto económico parecem valorizar mais as coberturas de danos próprios. Querem sentir que têm um seguro que, mais do que garantir os danos ao veículo em caso de acidente, lhe retira a pressão orçamental decorrente de um azar, quando já têm tantas outras despesas com que se preocupar".
Já a AXA Portugal disponibiliza quatro pacotes, correspondentes a quatro níveis de protecção, que se diferenciam pelas motivações de compra e, por sua vez, pelo binómio preço/cobertura, revela a directora de oferta e segmentos estratégicos, Alexandra Catalão. No entanto, a responsável admite que em "tempos de crise, quando o rendimento disponível das famílias se reduz, existem clientes que se vêem obrigados a prescindir de um seguro que lhes ofereça uma maior protecção e, por outro lado, existem clientes que querendo reforçar os seus níveis de poupança estão disponíveis para os seguros com um nível de protecção intermédio. Neste enquadramento e num contexto de crise, diria que existem mais clientes disponíveis à compra de um seguro automóvel que é apenas obrigatório por lei". Para fazer face ao actual contexto económico, a seguradora prepara-se para lançar uma nova opção. Segundo Alexandra Catalão, esta nova alternativa "irá estar direccionada para um perfil de clientes específico e assumirá um binómio preço/coberturas mais atractivo".
fonte:http://www.ionline.pt/c
