Custos elevados tornam seguros vitalícios pouco atractivos
A Associação Portuguesa de Seguradoras (APS) considera que a entrada dos seguros vitalícios no mercado português não é atractiva nem para as seguradoras nem para os clientes devido aos altos custos que lhes estão associados.
«Actualmente estamos a prestar serviços a dois milhões de pessoas com um nível de satisfação elevado e parece-nos mais importante continuar nesta via, procurando eliminar situações menos favoráveis como os limites de idade, do que entrar os seguros vitalícios que podem abranger apenas um ou dois por cento da população», disse o presidente da APS, Pedro Seixas Vale, em entrevista à agência Lusa.
O ante-projecto de decreto-lei do regime especial do seguro de saúde vitalício, que inclui os seguros de saúde com cobertura graduada e ainda de longo prazo, esteve em consulta pública até Julho e está no Ministério das Finanças, aguardando agendamento em Conselho de Ministros.
Para a Deco, que tem vindo a reivindicar a existência desta modalidade de seguro, «a actual proposta representa um avanço face à situação actual» porque «ao criar seguros que só terminam por vontade do consumidor, o diploma resolve o problema da duração anual dos contratos, que permite às seguradoras terminá-los se o cliente começa a dar muita despesa».
No entanto, a associação acrescenta que a actual proposta ainda tem problemas, apontando, a título de exemplo, o facto de «o consumidor não poder utilizar a provisão acumulada para adquirir outro seguro de saúde vitalício, ainda que esteja descontente com o funcionamento da sua seguradora ou surjam produtos com melhores condições».
O presidente da APS disse ainda que espera que os seguros de saúde abranjam 2,2 milhões de portugueses até final de 2011, apesar da crise em que vive o país, e estima que o ano de 2010 tenha sido o primeiro ano com resultados positivos para as seguradoras nesta área.
De acordo com o mesmo responsável, o Serviço Nacional de Saúde custa anualmente 10% do Produto Interno Bruto (PIB) português, cerca de 17 mil milhões de euros, o que representa um custo anual de 1700 euros a cada português. Já se tiver um sistema privado supletivo, cada beneficiário paga, em média, 270 euros por ano.
fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt
