10
Jul 11

Seguradoras defendem PPR em momento difícil do sector

Num momento em que os PPR perdem subscrições, APS contrapõe com a sua rendibilidade.

Poupar em tempos de crise é sempre difícil, mas cada vez mais importante. Os alertas já foram feitos há meses, por parte do Presidente do Tribunal de Contas, do Presidente da República, pelos banqueiros e por alguns deputados da Assembleia da República.

As seguradoras reiteram os avisos e garantem que os Planos de Poupança Reforma (PPR) são os instrumentos mais rentáveis, sobretudo em tempos de elevada volatilidade nos mercados, mas sinalizam um abrandamento na evolução do retorno deste produto no curto prazo.

Segundo dados da Associação Portuguesa de Seguradores (APS), os PPR das seguradoras não ligados a fundos de investimento foram os que garantiram a melhor taxa de rentabilidade média anual bruta, nos últimos três e cinco anos. Estes produtos têm actualmente uma exposição de cerca de 10% à dívida pública nacional.

O segundo lugar pertence aos depósitos a prazo, para onde muitos clientes se inclinam numa altura em que a banca oferece condições cada vez mais atractivas para a sua subscrição.

Feitas as contas e os PPR das seguradoras garantiram aos aforradores uma rentabilidade bruta de 3,4% ao ano, num prazo de cinco anos, entre 2006 e 2010, enquanto os depósitos a prazo permitiram um retorno de 2,9%, em termos de novas operações.

Os mesmos dados mostram que a tendência se mantém quando se fala em rentabilidade a três anos, e considerando o período entre 2008 e 2010. Os PPR das seguradoras não ligados a Fundos de Investimento voltam a liderar, com uma taxa de rentabilidade média de 3,3%, acima dos 2,7% da conseguida num depósito a prazo.

No entanto, a crise não passa ao lado do sector e reflecte-se nas subscrições de novos PPR.

"Até Maio de 2011 houve uma quebra de 4% no volume dos PPR subscritos, em termos homólogos", revelou ontem Pedro Seixas Vale, presidente da APS, durante a apresentação dos dados compilados pela Associação. Na mesma ocasião o responsável afirmou que entre Dezembro e Maio a quebra efectiva das subscrições foi de 7%. No entanto, "a minha expectativa era de que a queda fosse maior", salientou Seixas Vale.

Em 2010 os fundos dos PPR de seguros registavam um acumulado de 15 mil milhões de euros. Ou seja, praticamente o dobro do Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (oito mil milhões). Isto significa que as contribuições anuais chegaram aos 3,2 milhões de euros em 2010. E admitindo que "vai ser difícil atingir estes montantes", o presidente da APS afirma que "manter o stock é o principal objectivo. A expansão far-se-à noutras alturas". No entanto, reforçou o aviso: "os portugueses têm que poupar mais". Em termos de PPR de seguros, os dados mostram que cada português tem, em média, poupanças na ordem dos 6.000 euros. "É pouco. Ainda é pouco", notou Seixas Vale, defendendo que "temos que fomentar uma poupança orientada, porque os portugueses não têm rendimentos muito elevados que lhes permitam poupanças muito elevadas". E, alerta, "aquilo que era alguma segurança trazida pelos sistemas públicos está, neste momento, a ter dificuldades".

fonte:http://economico.sapo.pt/

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08
Jul 11

Seguros contra acidentes de trabalho têm novas regras

Foi hoje publicada em Diário da República a legislação  que regula os seguros obrigatórios de acidentes de trabalho para trabalhadores por conta de outrém. O segurador, de acordo com a legislação agora aprovada, garante a responsabilidade do tomador do seguro pelos encargos obrigatórios provenientes de acidentes de trabalho em relação às pessoas seguras identificadas na apólice, ao serviço da unidade produtiva também ali identificada, independentemente da área em que exerçam a sua actividade. Por convenção entre as partes, podem não ser identificados na apólice, no todo ou em parte, os nomes das pessoas seguras.

Perante a lei, e no âmbito dos seguros de acidentes de trabalho, passam a constituir prestações em espécie a assistência média e cirúrgica, geral ou especializada, a assistência medicamentosa e farmacêutica, cuidados de enfermagem, hospitalização e tratamentos termais, hospedagem, transportes e fornecimento de ajudas técnicas, entre outros.

Já no que concerne às prestações em dinheiro, o diploma prevê a indemnização por incapacidade temporária para o trabalho, a pensão provisória, a indemnização em capital e pensão por incapacidade permanente para o trabalho, o subsídio por situação de elevada incapacidade permanente, os subsídios por morte e despesas de funeral, a pensão por morte ou o subsídio para readaptação de habitação.

Esta legislação agora publicada abrange apenas os acidente de trabalho que ocorram em Portugal. No entanto, os acidentes de trabalho que ocorram no estrangeiro e de que sejam vítimas trabalhadores portugueses e trabalhadores estrangeiros residentes em Portugal, ao serviço de uma empresa portuguesa, estão cobertos por este contrato, salvo se a legislação do Estado onde ocorreu o acidente lhes reconhecer direito à reparação, caso em que o trabalhador pode optar por qualquer dos regimes.

Em Portugal registam-se, em média, 230 mil acidentes laborais, mas só uma ínfima parte é alvo de inquérito por parte do Ministério Público. O sector com maior número de mortes e acidentes é o da construção, sendo o distrito do Porto o mais afectado. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho, morrem anualmente 2,2 milhões de pessoas devido a acidentes de trabalho e doenças profissionais.

Mais informação em: Portaria n.º 256/2011. D.R. n.º 127, Série I de 2011-07-05

 

fonte:http://www.dinheirovivo.pt

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04
Jul 11

Seguro de vida: conceitos pouco claros em 18 apólices

Multiplicam-se as definições de invalidez nas apólices do seguro de vida. Denunciámos a disparidade de critérios ao Instituto de Seguros de Portugal.

 

Há dois tipos principais de cobertura de invalidez, com designações semelhantes, mas abrangências e preços diferentes. Na maioria das companhias, a invalidez total e permanente garante o pagamento do capital, caso o consumidor, na sequência de doença ou acidente, fique total e permanentemente incapacitado de exercer a sua profissão ou outra atividade remunerada compatível com as suas aptidões e conhecimentos. Cumulativamente, deve ter um grau de desvalorização superior a 65% na tabela nacional de incapacidades. A invalidez deve ainda estar clinicamente consolidada e ser irreversível.

Já a invalidez absoluta e definitiva define-se como a incapacidade permanente e irreversível do segurado exercer qualquer atividade remunerada, tendo de recorrer à assistência contínua de uma terceira pessoa para os atos do dia-a-dia, como alimentar-se. Sem qualquer uniformidade, as coberturas variam consoante a companhia e são vendidas sob designações diversas.

Resultado: decifrar a apólice é um desafio e comparar propostas, uma missão impossível. Por exemplo, na AXA, a invalidez absoluta e definitiva chama-se invalidez total permanente e definitiva. Mistura termos usados pelas restantes seguradoras, o que é confuso. Na Zurich, escolher é ainda mais penoso. Disponibiliza não duas, mas cinco coberturas: invalidez total e definitiva, invalidez absoluta e permanente, invalidez absoluta e permanente a 70%, invalidez total e permanente e invalidez total e permanente a 66,66 por cento.

Os obstáculos continuam. Para fixar a percentagem de invalidez, algumas seguradoras aplicam a tabela nacional de incapacidades; outras, a de avaliação de incapacidades permanentes em Direito Civil.

Consumidores exigem decisões esclarecidas
É urgente travar a criatividade das seguradoras e impedir a existência de mais do que dois tipos de invalidez, sob pena de o consumidor desconhecer aquilo que está a contratar e usar o preço como único fator de decisão. Se vai contratar este seguro por causa do crédito da casa, recomendamos a cobertura de invalidez total e permanente.

fonte:http://www.deco.proteste.pt/

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03
Jul 11

Cartão Europeu de Seguro de Doença é gratuito

A Direcção-Geral da Saúde alerta para sítios na Net que estão a cobrar o cartão que dá acesso a cuidados de saúde na Europa.

 

O cartão é fornecido gratuitamente pelo sistema de Segurança Social. Peça-o, gratuitamente, no seu Centro Distrital do Instituto da Segurança Social, postos de atendimento de subsistemas de saúde ou loja do cidadão.

Se viajar para outro Estado-membro da União Europeia, para a Islândia, Liechtenstein, Noruega ou Suíça acede aos cuidados de saúde públicos, pelos quais terá de pagar apenas as taxas que os utentes desse país pagam.

O cartão é pessoal: cada membro da família deve ter o seu. As taxas moderadoras não são re-embolsadas. Caso pague mais do que os residentes, traga os recibos e solicite o re-embolso da diferença à Segurança Social. Se esquecer ou perder o cartão europeu, peça o envio de um certificado provisório.

fonte:http://www.deco.proteste.pt/

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21
Jun 11

A arte de bem negociar o seguro automóvel

Se não muda de companhia há três anos ou mais, está na altura de sondar a concorrência.

Nuno Gonçalves, de 41 anos, e Fernando Sá, de 51, têm duas características em comum: mantêm o seguro do carro na mesma companhia há oito e três anos, respectivamente, e ambos estão a perder dinheiro. São clientes fiéis, não por lealdade cega à seguradora, que nunca os deixou ficar mal, ou medo de arriscar o incerto, mas por falta de tempo para procurar alternativas mais baratas.

A equipa da Dinheiro & Direitos (D&D) deu-lhes uma ajuda. Os especialistas da revista simularam quanto pagariam com as Escolhas Acertadas, para o pacote de coberturas que têm hoje, e descobriram que podem reduzir bastante a anuidade: 300 euros, no caso do Nuno (seguro obrigatório e danos próprios), e 40 euros, no do Fernando (só obrigatório).

Se não está convencido, faça você mesmo o teste. O estudo da Deco a 192 preços revela que um condutor experiente pode economizar até 1.088 euros por ano na companhia certa, face à média de mercado. No caso dos jovens, a diferença é mais significativa: 1.207 euros anuais.

Qualidade das apólices pesa
Com uma boa apólice pode não poupar muito dinheiro, mas evita algumas dores de cabeça. Se vai contratar só o seguro de responsabilidade civil, não tem de preocupar-se pois é igual em todas as companhias. Pelo contrário, a qualidade do seguro facultativo varia. Para ajudar na selecção, foram analisada as apólices das 11 companhias que participaram no estudo com base num conjunto de critérios que os especialistas da Dinheiro & Direitos consideraram essenciais. Algumas, apesar de muito boas, são caras. Ao optar pelas Escolhas Acertadas tem duas vantagens garantidas: anuidades baixas e apólices de boa qualidade.

Comecemos pelo pior dos cenários. Caso tenha de declarar um acidente pelo qual é responsável, como é que a seguradora ajusta o prémio? As percentagens de agravamento divergem, bem como as coberturas que influenciam o sistema de ‘bónus-malus'. A Liberty e a Ocidental destacam-se pela positiva neste critério: se o cliente participar sinistros enquadráveis nas coberturas de responsabilidade civil, choque, colisão e capotamento ou incêndio, raio e explosão, só aumentam o prémio da cobertura activada. Já a Mapfre e a Açoreana agravam-no por sinistros que não dependem da intervenção do segurado, como o roubo do carro. Por falar em roubo ou furto, esta cobertura é idêntica em todas as seguradoras. A diferença está no tempo que demoram a pagar a indemnização. A maioria fá-lo até 60 dias depois de participar o desaparecimento do carro. A Liberty e a Generali reduzem este prazo para 40 e 15 dias, respectivamente. Relativamente às franquias, a Mapfre é a seguradora mais "generosa" nos descontos. Além disso, só aplica a franquia à cobertura de choque, colisão e capotamento, com um valor mínimo de 250 euros.

A apólice da Liberty oferece uma boa assistência em viagem. Esta cobertura paga despesas médicas por doença ou acidente em qualquer parte do mundo, mesmo que viaje sem carro. Paga também o reboque, a estada dos ocupantes e um carro de substituição se o seu avariar num país da União Europeia, Marrocos ou Tunísia. Em Portugal, a maioria dá assistência se tiver um furo, falta de combustível ou perder as chaves.


Menos 1.207 euros para jovens
Seguro Directo, OK! Teleseguros e protocolo da Deco lideram lista de Escolhas Acertadas.

A "inexperiência" paga-se cara no seguro automóvel. Para as companhias, ter menos de 25 anos é um factor de risco agravado, mesmo que já tenha carta desde os 18. A falta de traquejo na estrada custa aos jovens titulares entre 40 e 100% mais do que aos condutores com provas dadas. São, por isso, o segmento que mais beneficia com uma escolha certeira da seguradora.

Foram pedidos os preços para um jovem de 19 anos e carta há um ano, de Lisboa, sem acidentes nem bonificação (ou seja, primeiro contrato).

Conclusão: se conduz carros novos, a Escolha Acertada é a Seguro Directo. Esta cobra 1.331 euros (Renault) e 1.666 euros (Audi) por ano pelo pacote alargado, ou seja, menos 1.088 euros e 1.207 euros do que a média das seguradoras. Para carros com cinco anos de idade, o protocolo que a Deco negociou com a OK! teleseguros é a opção mais barata. Cobra 1.271 euros (Renault) e 1.903 euros (Audi) por ano, o que representa uma poupança de 790 euros e 848 euros face à média das companhias do estudo.

Para evitar o agravamento no prémio, é frequente os pais contratarem o seguro em nome próprio, declarando-se condutores habituais. A Deco 
não o recomenda: em caso de sinistro, a seguradora pode negar a indemnização ou aplicar franquias superiores.


O que faz variar a anuidade

São vários os factores que fazem variar o prémio do seguro. Mas uma parte do que o cliente paga são custos administrativos e taxas que revertem para o Estado ou outros organismos.

1 - Características do veículo
O custo da responsabilidade civil depende do tipo de veículo (ligeiro de passageiros ou de mercadorias) e da utilização (particular ou profissional), da cilindrada e do combustível usado.

2 - Capital seguro
No seguro de danos próprios, o prémio baseia-se ainda no valor comercial do veículo, que diminui ao longo dos anos e varia consoante a tabela de desvalorização da seguradora.

3 - Idade e sexo do condutor
Condutores com menos de 25 anos e carta há menos de dois são penalizados. Algumas companhias fazem descontos para mulheres, mas esta prática deverá terminar em 2012.

4 - Zona de residência
As tarifas são mais elevadas em cidades com mais sinistralidade, como Lisboa e Porto. As zonas e o risco variam consoante as companhias.

5 - Parqueamento
O local onde o carro pernoita também entra nas contas: parqueamento na rua tem mais custos do que na garagem.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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14
Jun 11

Seguro automóvel. Escolha a melhor oferta e poupe alguns trocos

É possível economizar mais de mil euros se escolher a seguradora certa. Esse valor poderá ser superior no caso dos mais novos.

 

Quer economizar até mil euros por ano num seguro automóvel? Pois bem, é possível. A Associação de Defesa do Consumidor (Deco) analisou várias ofertas e chegou à conclusão que é possível economizar até mil euros por ano na companhia certa face à média do mercado. Essa poupança poderá atingir os 1200 euros anuais no caso dos mais novos. A diferença foi obtida da análise de 192 preços. 

A verdade é que escolher um seguro automóvel nem sempre é uma tarefa fácil tendo em conta o número de seguradoras que actuam no mercado nacional. A oferta é alargada e o desafio é saber escolher o produto que mais se adequa às suas necessidades e à sua carteira. Uma questão que ganha maior relevo considerando que o orçamento familiar dos portugueses é cada vez mais apertado com a implementação de novas medidas de austeridade, com o congelamento dos salários e com o agravamento de impostos. A verdade é que a opinião é unânime junto das seguradoras: os prémios já subiram e vão continuar a aumentar. Não só devido à crise económica como também aos elevados níveis de sinistralidade. 

Mas antes de começar a analisar os produtos terá de definir primeiro a modalidade que prefere - seguro obrigatório ou de danos próprios - e ter em conta alguns critérios que condicionam o preço. Além do modelo, do ano e da cilindrada do carro, há também que ter em conta a idade do condutor, os anos de carta e a localidade onde vive. Se vive na cidade então prepare-se para pagar mais, já que a seguradora entende que o nível de risco é mais elevado (ver caixa ao lado). 

Se pretende contratar só o seguro de responsabilidade civil, "não tem de se preocupar, pois é igual em todas as companhias. Pelo contrário, a qualidade do seguro facultativo varia", revela a Deco (ver tabela). 

Segundo a associação, se os clientes não mudam de seguro há mais de três anos então está na altura de sondar a concorrência. "Neste caso, e tal como já acontece nos créditos bancários e nos pacotes de telecomunicações, o consumidor conquistou o poder de negociar quanto paga". 

i fez uma ronda pelo mercado e deixa aqui alguns conselhos de forma a escolher o melhor produto. Analisámos as ofertas das seguradoras com maior quota de mercado - Caixa Seguros (inclui a Fidelidade Mundial e a Império Bonança, que juntas têm cerca de 25% da quota) e a Axa - segundo os últimos dados da Associação Portuguesa de Seguradoras (APS).

Oferta variada A Caixa Seguros comercializa o Liber 3G na rede Fidelidade Mundial e o AU-TO-IB na Império Bonança. Apesar da diferenciação na marca, a oferta é idêntica. "Trata-se de uma oferta flexível com soluções de protecção adequadas a vários perfis de cliente e com características inovadoras", revela. 

Devido à actual situação económica, a Caixa Seguros acredita que vamos assistir "a uma alteração de hábitos de utilização dos veículos por alguns consumidores, o que vai também exigir alguma diversificação da oferta e um maior foco na inovação". A pensar nisso, a seguradora do grupo Caixa Geral de Depósitos promete "fazer um acompanhamento contínuo do mercado para identificar necessidades de melhoria do nosso produto, com o objectivo de o tornar mais atractivo para o consumidor, até face às evoluções decorrentes do parque automóvel". 

Com ou sem crise, a verdade é que os consumidores continuam a dar preferência aos seguros de danos próprios. Tanto a Fidelidade como a Tranquilidade admitem que o seguro automóvel é uma das primeiras despesas a ser revistas pelos consumidores com o objectivo de reduzir os gastos mensais. Apesar desta tendência, as seguradoras revelam que, ao contrário do que era previsível, "há clientes que neste actual contexto económico parecem valorizar mais as coberturas de danos próprios. Querem sentir que têm um seguro que, mais do que garantir os danos ao veículo em caso de acidente, lhe retira a pressão orçamental decorrente de um azar, quando já têm tantas outras despesas com que se preocupar". 

Já a AXA Portugal disponibiliza quatro pacotes, correspondentes a quatro níveis de protecção, que se diferenciam pelas motivações de compra e, por sua vez, pelo binómio preço/cobertura, revela a directora de oferta e segmentos estratégicos, Alexandra Catalão. No entanto, a responsável admite que em "tempos de crise, quando o rendimento disponível das famílias se reduz, existem clientes que se vêem obrigados a prescindir de um seguro que lhes ofereça uma maior protecção e, por outro lado, existem clientes que querendo reforçar os seus níveis de poupança estão disponíveis para os seguros com um nível de protecção intermédio. Neste enquadramento e num contexto de crise, diria que existem mais clientes disponíveis à compra de um seguro automóvel que é apenas obrigatório por lei". Para fazer face ao actual contexto económico, a seguradora prepara-se para lançar uma nova opção. Segundo Alexandra Catalão, esta nova alternativa "irá estar direccionada para um perfil de clientes específico e assumirá um binómio preço/coberturas mais atractivo".

fonte:http://www.ionline.pt/c

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13
Jun 11

Moda low cost chega às seguradoras, Seguros low cost

Começaram a surgir seguros associados a marcas. O Continente é um dos casos

 

A moda das seguradoras low cost veio para ficar. Se até aqui o que ditava o preço do seguro eram os anos de carta e os acidentes, as regras mudaram com a proliferação das companhias de baixo custo. A estratégia agressiva imposta por estas novas seguradoras provocou uma descida generalizada dos preços, mesmo entre as companhias tradicionais. Conclusão: a maioria viu-se obrigada a acompanhar esta redução de preços e a lançar promoções mais agressivas para manter e ganhar novos clientes. 

A Seguro Directo e a Ok teleseguros! foram as primeiras a surgir no mercado, há mais de dez anos, e já apresentam algum peso no negócio total do sector. A Seguro Directo reconhece que existe uma crescente procura das seguradoras low cost, "nem que seja para a consulta e a comparação de preços", revela a directora coordenadora Sandra Moás. A responsável diz ainda que estas seguradoras "têm contribuído para o dinamismo e para a diversificação do mercado, uma vez que incitam a revisões tarifárias para se conseguir preços competitivos". Aliás, no entender da mesma, o consumidor procura o melhor equilíbrio no binómio preço/confiança. Uma opinião partilhada pela OK! teleseguros. A seguradora tem vindo a diversificar a sua oferta - através do lançamento de produtos adaptados a diferentes necessidades e segmentos, de que são exemplos os produtos OK! Mulher, OK! Família, OK! GPS - mas reconhece que ainda há mercado para crescer. "O peso das seguradoras focadas na exploração dos canais directos tem vindo progressivamente a aumentar, contudo, existe ainda um longo caminho a percorrer, dado os valores já atingidos em outros mercados europeus, pelo que subsiste ainda um grande terreno a explorar por todas as seguradoras", afirma o director de marketing, Sérgio Carvalho . Mas este conceito low cost foi-se alargando nos últimos anos e assistimos ao aparecimento de novas seguradoras. É o caso da Logo. Terminou 2010 com 20 milhões de euros em prémios e 115 mil clientes e acredita que a tendência é para continuar a crescer. Segundo a mesma, os consumidores vão continuar a "procurar produtos e serviços onde possam poupar, com ganhos de conveniência e acessibilidade, através das novas plataformas electrónicas". A fórmula é simples: "Garantir as mesmas coberturas, o mesmo nível de protecção contra os riscos, com a mesma qualidade, ou até superior", salienta o director-geral, José Pedro Inácio. 

É também frequente assistirmos ao aparecimento de oferta de seguros "a preços baixos" associados a marcas já existentes. É o caso dos seguros Continente ou do Benfica.

fonte:http://www.ionline.pt/

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29
Mai 11

Seguros:A salvo por 34 euros

Por 34 euros anuais, pode acautelar danos causados pelo cão, filhos, empregado doméstico e até durante a prática de desporto.

Desde o derrube de uma peça de cristal na loja de decoração à queda de um vaso da varanda em cima do carro do vizinho, são várias as situações em que, involuntariamente, podemos causar danos a terceiros e ser obrigados a indemnizá-los. O seguro de responsabilidade civil familiar assegura o pagamento dos estragos por um preço reduzido e é conveniente para qualquer família, sobretudo para quem tem filhos irrequietos.

A Deco consultou 17 seguradoras: oito colaboraram e submeteram o seu produto à análise da associação. Já a Génesis, Liberty, Mútua de Pescadores, Ocidental, Victoria e Zurich declararam não dispor deste seguro. A Global, Lusitania e Tranquilidade remeteram-se ao silêncio.

Filhos e empregados protegidos

Além do titular, o seguro de responsabilidade civil cobre todos os elementos do agregado familiar: o cônjuge (ou pessoa com quem viva em união de facto), bem como os filhos, ascendentes ou irmãos, desde que habitem na mesma casa e estejam na sua dependência económica. A Fidelidade Mundial, Império Bonança e Groupama incluem os filhos até 24 anos que pertencem ao agregado, mas não coabitam com o consumidor por estudarem noutra cidade. Vantajoso é ainda o facto do seguro de responsabilidade civil familiar indemnizar terceiros por danos gerados por empregados domésticos ao seu serviço.

O capital máximo a contratar varia com a companhia e situa-se geralmente entre 100 e 250.000 euros. Excepção: a Allianz declara ir até aos 600.000 euros.
Na maioria das seguradoras, a apólice só é válida em Portugal. Mas em quase todas é possível alargar a cobertura a outros países europeus mediante o pagamento de um prémio adicional. Na Allianz, custa nove euros, já a Fidelidade Mundial duplica o preço da apólice. A extensão territorial pode ser útil, por exemplo, para quem viaja muito. Nestes casos, a apólice da Mapfre oferece melhor cobertura: é válida na União Europeia e pode alargar a cobertura ao resto do mundo por menos de 60 euros (para 100.000 euros de capital seguro).
Todos os contratos impõem uma franquia que varia em função da companhia. Assim, as indemnizações de pequeno montante (em regra, entre 25 euros e 50 euros) ficam a cargo do segurado.

Em caso de sinistro, a seguradora paga a indemnização, bem como eventuais despesas judiciais até ao limite do capital seguro. Não há um limite máximo de indemnização por lesado. Porém, quando há vários lesados pelo mesmo sinistro e o montante de danos excede o capital seguro, a indemnização paga a cada um é calculada proporcionalmente aos danos sofridos, até ao limite do capital. As seguradoras suportam ainda os honorários dos advogados ou solicitadores, desde que estes tenham sido escolhidos pela companhia.

Fora da cobertura de todas as apólices ficam os danos provocados durante o exercício de uma actividade remunerada, sob o efeito de álcool ou intencionais. Está também excluída a responsabilidade por objectos confiados à guarda do segurado, por acidentes de viação com veículos obrigados a seguro e o pagamento de cauções ou fianças. Só a Allianz cobre os danos a terceiros na sequência de obras de reparação ou manutenção do imóvel.

Coberturas base a partir de 19 euros

O preço da apólice de responsabilidade civil familiar difere de seguradora para seguradora, mas é quase sempre bastante baixo. Com excepção da Generali, Açoreana e Mapfre com uma apólice com todas as coberturas, nas restantes pode contratar apenas a cobertura base ou adicionar coberturas complementares. Estas variam de acordo com a companhia: na Fidelidade Mundial, a condução de bicicletas e os imóveis têm de ser contratados à parte, tal como os imóveis na Allianz. Na Axa e Groupama, terá de pagar um extra para incluir cães de grande porte.
Se tem um cão e procura a apólice com a melhor cobertura para animais domésticos, consulte tabela ao lado. Porém, em função da raça, poderá ter de contratar um seguro de responsabilidade específico. É no pacote com todas as coberturas que a Deco encontrou diferenças de preço mais significativas: o da Allianz custa quase o dobro da Escolha Acertada, a Fidelidade Mundial.

Antes de subscrever o seguro de responsabilidade civil familiar, verifique se já não é titular desta cobertura através de outro seguro ou serviço. Muitas vezes, já beneficia da cobertura de responsabilidade civil familiar através do multirriscos-habitação ou do seguro de viagem. Mais: também surge com frequência no pacote de seguros associado ao cartão de crédito, embora com um âmbito mais limitado do que se contratar o seguro isoladamente. Confirme se essas coberturas satisfazem as suas necessidades

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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18
Mai 11

Fundo de Garantia pagou 21,1 milhões de euros de indemnizações em 2010

 O Fundo de Garantia Automóvel foi acionado para pagar 21,1 milhões de euros em indemnizações, relativos a um total de 5.286 processos abertos casos ao longo de 2010, mas a tendência será de agravamento este ano.

O alerta é feito pelo Instituto de Seguros de Portugal (ISP) no relatório da atividade seguradora relativa ao ano passado, tendo em conta a situação económica nacional. Isto apesar de uma descida de 3,7 por cento no volume de processos para que o fundo foi acionado, comparativamente com 2009.

"As crises económicas restringem, em regra, a circulação rodoviária e, consequentemente, provocam diminuição da sinistralidade automóvel.

No entanto, a manter-se o status quo (menos receitas das famílias e desemprego), pode assistir-se ao incremento do parque automóvel sem seguro e ao agravamento da sinistralidade afeta ao FGA [Fundo de Garantia Automóvel] ", lê-se no documento do ISP.

Segundo os dados do ISP, consultados hoje pela Lusa, foram abertos, em 2010, através daquele fundo, 5.286 novos processos, menos 205 que em 2009. Nos primeiros quatro meses deste ano, o FGA foi chamado a intervir em 1655 processos, quando em igual período de 2010 esse número já atingia os 1869.

Recorde-se que o fundo garante o pagamento das indemnizações por danos corporais e materiais resultantes de acidentes de viação causados por veículos matriculados em Portugal, que não tenham, à data do acidente, o seguro obrigatório necessário.

Em 2010 foram pagas indemnizações totais no valor de 21,1 milhões de euros, o mais baixo dos últimos cinco anos, depois dos máximos atingidos em 2006, com 27,7 milhões de euros. Deste montante, foram cobrados dos responsáveis sem seguro, no ano passado, apenas cerca de 2,5 milhões de euros, um decréscimo de 6,6 por cento face a 2009.

Entre os processos abertos pelo FGA em 2010 contam-se situações em que se assume como fundo de garantia, em caso de viaturas acidentadas ou quando não se pode atribuir a responsabilidade, ou ainda como organismo que gere o reembolso do Gabinete Português de Carta Verde.

Por acidentes causados no espaço europeu por veículos matriculados em Portugal sem seguro automóvel obrigatório, o FGA despendeu o montante superior a um milhão de euros.

fonte:http://sicnoticias.sapo.pt/

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19
Fev 11

O seguro automóvel em caso de acidente

Em caso de acidente de viação, o condutor do veículo seguro deve procurar obter, no local do acidente, a identificação dos outros condutores envolvidos e dos veículos, bem como dos respectivos seguros (os dados do segurador e o número da apólice devem encontrar-se num pequeno selo afixado no pára-brisas). Se possível, deve ainda procurar identificar as testemunhas do acidente, recolhendo os seus contactos. 

Na eventualidade de os intervenientes conseguirem chegar a acordo relativamente à forma como ocorreu o acidente, os condutores devem preencher e assinar a mesma DAAA (Declaração Amigável de Acidente Automóvel), ficando cada condutor com um exemplar para entregar ao seu segurador. O preenchimento da DAAA é muito importante, não significando para quem a preenche qualquer assunção de responsabilidade ou agravamento do seguro. 

A responsabilidade será sempre determinada pelos seguradores. Sempre que possível, cada condutor deve juntar fotografias dos danos e do local do acidente. Na eventualidade de não se chegar a acordo, cada condutor deve preencher e assinar a sua DAAA, entregando-a ao segurador do outro veículo. Neste caso, bem como no caso de existirem feridos, deve-se solicitar a presença das autoridades policiais e do socorro necessário, através do 112 (Número Nacional de Emergência). 

A polícia deve ainda ser chamada, caso o condutor de um dos veículos envolvidos não apresente os documentos comprovativos do seguro de responsabilidade civil. A entrega da DAAA é fundamental para o funcionamento do sistema de Indemnização Directa ao Segurado (IDS), que tem como fina-lidade acelerar a regularização do sinistro. Cada tomador de seguro lida assim directamente com o seu segurador, que se encarrega de regularizar o sinistro, sendo posteriormente reembolsado pelo segurador do outro veículo (na eventualidade de ser deste a culpa). 

Porém, o sistema IDS depende de diversas condições: o acidente apenas envolver duas viaturas; tenha ocorrido uma colisão entre ambas; as seguradoras envolvidas tenham aderido ao sistema; o acidente tenha ocorrido em território português; não existam danos corporais e os danos materiais não sejam superiores a €15 000 por veículo.
Através da matrícula de um veículo é possível saber quem é o seu segurador, bastando visitar o site de Internet do Instituto de Seguros de Portugal (www.isp.pt). Caso não haja seguro, o lesado pode recorrer ao Fundo de Garantia Automóvel (FGA).

Após ser dado conhecimento ao segurador do sinistro, este tem 2 dias úteis para efectuar o primeiro contacto com o lesado e marcar as peritagens. Depois, o segurador deve comunicar ao segurado e ao lesado a sua decisão sobre a responsabilidade pelo acidente, o que deve ser feito no prazo máximo de 30 dias úteis a contar do último dia do prazo para o primeiro contacto, se houver apenas danos materiais (caso tenha sido preen-chida a DAAA este prazo reduz-se para 15 dias e passa para 45 a contar da data do pedido de indemnização, se houver danos corporais). Estes prazos só poderão ser alargados ou suspensos em circunstâncias muito especiais, como por exemplo a existência de suspeita de fraude.

Se o segurador assumir a responsabilidade pelos prejuízos resultantes do acidente, deve comunicar a sua decisão por escrito, junto com uma proposta razoável de indemnização. No caso de danos corporais, se ainda não houver um relatório de alta clínica ou se o dano ainda não estiver quantificado, a proposta de indemnização é provisória. Caso o segurador decida não assumir a responsabilidade, deve enviar também por escrito, uma justificação de recusa, devidamente fundamentada.

Se o veículo sinistrado ficar imobilizado, o lesado tem direito a um veículo de substituição, de características semelhantes, a partir da data em que o segurador assume a responsabilidade exclusiva pela indemnização dos danos resultantes do acidente.

fonte:correiodominho

publicado por adm às 23:02 | comentar | favorito